LIGA RESPONSABILIZA MINISTÉRIO DO INTERIOR PELA VIOLÊNCIA POLICIAL COMETIDA CONTRA CIDADÃOS

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) responsabiliza o Ministério do Interior pela forma como as pessoas estão a ser recrutadas, que, segundo a organização, estão a cometer atrocidades a nível do país.

“Estamos a chamar a atenção e responsabilizar o Ministério do Interior pela forma que estão a recrutar as pessoas que não têm um perfil de ser polícia, a polícia deve ser uma pessoa do bem, alguém que nos garante a segurança, deve estar mais preparado de que qualquer um de nós [cidadão]. Enquanto defensores dos direitos humanos não vamos permitir a existência de uma sociedade onde reina a impunidade”, avisou, Vitorino Indeque, um dos vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, em conferência de imprensa esta segunda-feira, para reagir espancamento de um jovem por um grupo de quatro agentes da 1ª esquadra, destacando que as forças policiais não devem ser recrutados na base dos seus comportamentos incompatível com a sociedade.

Ele disse que “as autoridades não podem recrutar as pessoas por terem um sobrinho, primo, ou filho com um comportamento desviante na sociedade para ser agente de segurança para nos proteger, nós o que precisamos no país é a segurança aliás, não há direitos humanos sem a segurança, perante esta situação em concreto, mesmo na situação da guerra há regras enquanto mais numa situação de paz, não podemos admitir este tipo de comportamento”.

Segundo informações recolhidas pela LGDH e publicada na sua conta de Facebook, “apesar da vítima e testemunhas no local terem clamada a inocência de Ivandro, os agentes não deram ouvido. Em consequência das agressões brutais, a clavícula do lado direito da vítima partiu-se, tendo sido assistido no Hospital Nacional Simão Mendes”.

O irmão mais velho da vítima, Banhon Armando Ventura, adiantou que até ao momento não há garantia por parte do comando da 1ª esquadra, sobre os custos com tratamento médico do jovem espancado.

“Não temos nenhuma garantia por parte do comando da esquadra, sobre a situação médica do nosso irmão, porque segundo médicos, este está a precisar de um tratamento mais especializado, por isso queremos que a justiça seja feita, porque este ato é um abuso, espancar alguém que ao longo da brutalidade está chamar-lhe, Tchedna… e tu continua a abater até ao ponto de partir uma das suas clavículas”, explica.

Nos últimos anos, tornou-se prática os confrontos nas partidas de futebol dos campeonatos de defeso tanto em Bissau, como no interior, e cujo objetivo era de caçar valores para as respetivas equipas que disputam o campeonato a nível nacional.

Perante o facto, o porta-voz da organização defensora dos Direitos Humanos, Vitorino Indeque exorta a Federação Nacional de Futebol a controlar todas as atividades desportivas do país para evitar o mal maior do género.

“É preciso que as autoridades investem no desporto e no lazer, mas de uma forma organizada, no bairro em que eu morro, no final do campeonato na semana passada, houve um tumulto em que ninguém consegue ficar na sua varanda, a Federação Nacional de Futebol tem a responsabilidade de trabalhar em articulação com a Polícia da Ordem Pública e, toda a iniciativa de organizar o campeonato defeso tem que ser homologado pela federação se não há-de chegar o dia em que um jogador vai ser morto no campo”, adverte.

Na sequência do distúrbio num jogo de futebol Inte-rbairros ocorrido no passado dia 4 do mês corrente, no Estádio Lino Correia, um cidadão foi espancado por um grupo de quatro agentes de polícia da 1ª esquadra.

 

Por: Braima Sigá

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