LIGA DOS DIREITOS HUMANOS ALERTA QUE “NÃO PODEMOS CONTINUAR NESTE AMBIENTE DE VIOLÊNCIA E DE INSEGURANÇA”

A Liga Guineense dos Direitos Humanos reagindo a mais um caso de espancamento, ocorrido na tarde de ontem terça-feira, considera de institucional as constantes violações dos direitos humanos registados no país.

As considerações da Liga Guineense dos Direitos Humanos foram feitas, esta quarta-feira, em Bissau, pelo seu presidente à margem de abertura do primeiro Encontro Nacional de Reflexão dos Líderes Religiosos, que debruçaram naquilo que prende com a prevenção do radicalismo e extremismo violento na Guiné-Bissau.

Augusto Mário da Silva, reagindo ao espancamento do advogado Marcelino Intupé que, segundo informações, já se encontra fora do hospital, lembra que vários episódios de violência verificados no país continuam impunes “e parece-nos que a violência é institucional e esta é a impressão que a atuação das autoridades deixa aos guineenses”.

“Reagimos com indignação com indignação, com apreensão e com repúdio. Não podemos continuar neste ambiente de violência e de insegurança. (...) Vários episódios de violência sem qualquer tipo de conclusão do inquérito de investigação e sem qualquer tipo de apuramento de responsabilidades e tudo fica no mar da impunidade”, sustenta.

Augusto Mário acusa ainda as autoridades de se revelarem “muito indiferentes” ao tudo o que se passa e a todo o sofrimento do povo e a toda a insegurança deste povo e “não há autoridade que assuma a sua responsabilidade”.

“Isso é inaceitável. Não podemos institucionalizar a violência como instrumento ou meio de resolver as nossas diferenças”, enfatiza.

O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, apela as autoridades judiciais, ao governo e as autoridades políticas, no sentido de se empenharem “todos os meios necessários” para a efetiva identificação dos autores dos atos de ato e serem responsabilizados como forma de prevenir futuros casos de violências.

Ele disse que é preciso devolver segurança aos cidadãos “porque caso contrário a violência vai gerar violência e isso não interessa a ninguém”.

“Não podemos resolver os nossos problemas com a força, porque a força não leva a lado algum. Temos mecanismos institucionais de resolução dos conflitos”, aponta Augusto Mário que pede que estes mecanismos legais sejam priorizados sempre.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos, condena com veemência o espancamento do analista jurídico e advogado Marcelino Intupé.

De referir que o Marcelino Intupé é advogado dos 18 militares detidos juntamente com alguns civis, na sequência da suposta tentativa do Golpe de Estado do passado 1 de fevereiro, que segundo dados apresentados pelo governo provocou a morte de 11 pessoas.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Ussumane Mané

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