LGDH DIZ QUE NA GUINÉ-BISSAU, ASSISTE-SE A INVERSÃO DO PAPEL DO ESTADO
A Liga Guineense dos Direitos Humanos diz que nos últimos tempos na Guiné-Bissau, assiste-se à inversão do papel do estado, em lugar de promover a liberdade de expressão, tem imposto barreiras administrativas aos órgãos de comunicação social.
A declaração desta organização defensora dos direitos humanos foi feita esta quinta-feira, pelo seu presidente, durante a abertura do seminário de dois dias, uma ação de reforço das capacidades, destinada aos jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, no domínio da Prevenção de Radicalismo e Extremismo Violento.
Augusto Mário da Silva aponta a taxa para a obtenção de licença fixada pelo governo, aos órgãos de comunicação social, como método de asfixia financeira aos órgãos.
“Nos últimos tempos temos assistido a uma inversão do papel do estado ao invés de promover a liberdade de imprensa tem imposto barreiras administrativas agravando taxa de licenças visado simplesmente quartar o exercício livre da imprensa através do método já conhecido de asfixias financeiras de órgãos de comunicação social”, referiu o presidente da Liga.
O presidente da Liga reconhece o papel que tem exercido a imprensa guineense na promoção de valores identitários do povo.
“A imprensa guineense tem exercido um papel fundamental na promoção dos valores identitários do nosso povo nomeadamente valores da guineendade, da tolerância isto é de respeito pela diferença e da coexistência pacifica entre as diferentes comunidades que compõem este rico e diversificada mosaico cultural”, sublinhou Augusto Mário da Silva.
Esta ação de formação visa contribuir para a consolidação da paz através do reforço de capacidades de resiliência dos órgãos de comunicação social no domínio de detenção dos sinais de radicalização e extremismo violento.
A presidente de SINJOTECS, Indira Correia Balde defende o profissionalismo dos jornalistas, como forma de fazer um bom trabalho com isenção nesta campanha eleitoral que se avizinha no país.
“O desafio para a comunicação social é enorme, só o profissionalismo é que pode nos ajudar a fazer o nosso trabalho da melhor forma isto é ter em conta a lei da imprensa, ética e deontologia profissional”, afiançou Indira Correia Balde.
No decurso dos dois dias de formação, serão abordados temas tais como: liberdade de imprensa, a questão do uso de discurso de ódio em política, noções gerais sobre radicalismo e extremismo violento e suas consequências entre outros.
Esta formação foi promovida pelo Observatório da Paz – Nô Cudji Paz em parceria com o Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da comunicação Social com apoio da União Europeia.
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