JOVENS REÚNEM PARA ADOÇÃO DA “AGENDA COMUM” PARA PAZ
Mais de 100 jovens guineenses estão reunidos, em Bissau, no primeiro Encontro Nacional dos Jovens para a Paz, sob o tema “Construindo um Futuro de Paz: A Juventude Contra o Extremismo Violento”.
Neste encontro de dois dias, será adotada a Agenda Comum dos Jovens para a Paz, um compromisso coletivo das organizações representativas da juventude guineense, para apoio ao reforço da coesão social e à prevenção do radicalismo e extremismo violento na Guiné-Bissau.
Na abertura do encontro, o primeiro-ministro admite que a juventude é um grupo de risco no que diz respeito à radicalização e a adesão ao extremismo violento deve ser mobilizada para desempenhar um papel na identificação de sinais precoces deste mal que afeta o mundo.
Geraldo Martins anuncia ainda que o governo que dirige tem em manga política para impulsionar a contribuição dos jovens visando o pleno desenvolvimento das suas potencialidades e a sua efetiva e informada contribuição para o desenvolvimento nacional.
“O nosso governo tem encetado esforços para o desenvolvimento de políticas e ações alinhadas com o programa do governo ´Terra Ranka` que no seu eixo 4 relativo á valorização do capital humano e a melhoria das condições de vida das nossas populações, inclui um capítulo inteiramente dedicado a juventude em que estabelece como base e prioridade a implementação de medidas para o reforço do ensino superior inclusivo, programas de estágios profissionais, empreendedorismo e emprego para jovens, apoio ao agronegócio para a juventude, programa de habitação jovem e a implementação do plano nacional da juventude”, explica o primeiro-ministro.
O chefe do governo disse ainda que os jovens são agentes da mudança e guardiões do seu próprio futuro e por isso devem procurar referências positivas e construtivas.
“O governo reitera a sua determinação na prevenção do radicalismo e do extremismo violento, através do desenvolvimento e da implementação de políticas e leis nacionais”, promete.
O presidente interino da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, entidade implementadora do projeto, lembra que todos devem estar preparados para enfrentar as ameaças de extremismo violento que afetam a nossa sub-região.
Ele lembra ainda que a Guiné-Bissau está inserida num espaço geográfico “complexo” e “profundamente” afetados pelos fenómenos de radicalismo e extremismo violento que tem provocado milhares de mortos na população civil, deslocados internos, danos materiais incalculáveis incluindo as infraestruturas críticas.
“A criminalidade organizada em todas as suas formas, o terrorismo, a corrupção e o branqueamento de capitais são crescentes ameaças ao desenvolvimento, a paz e a estabilidade desta nossa sub-região pelo que temos de estar preparados para enfrentar estas dinâmicas negativas que tendem a minar a esperança e o futuro dos povos”, exorta o ativista social que lembra que “estas ameaças em constantes evolução corroem gradualmente as bases do Estado do direito e em última análise comprometem o desenvolvimento económico”.
O primeiro encontro nacional dos jovens para a paz realiza-se no âmbito do Observatório da Paz – Nô Cudji Paz, visa contribuir para a consolidação da paz através da promoção de mecanismos de diálogo com os jovens, bem como a sua capacitação para o reforço da coesão social e a prevenção da radicalização e extremismo violento na Guiné-Bissau.
Os jovens vão ter a oportunidade de discutir assuntos ligados às dinâmicas regionais sobre o radicalismo e extremismo violento e a perceção das ameaças e possíveis fatores de radicalização dos jovens.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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