INEP REÚNE TÉCNICOS SOBRE FUTURO DA INVESTIGAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU
O diretor-geral do Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa afirmou, hoje, que a investigação científica guineense não está no seu bom momento, comparativamente com os anos 90.
“A investigação científica guineense não está no seu bom momento, mas os investigadores, professores, estudantes aspirantes a investigadores e todos eles continuam empenhados em dar as suas contribuições na medida de possível em produzir o conhecimento a nível do país para que a ciência possa ser um aliado forte para o desenvolvimento da Guiné-Bissau”, afirmou, João Paulo Pinto Có, na abertura do congresso Bissau-Guineense de Colaboradores, Transformadoras de Pesquisa e a comemoração do 40° aniversário do INEP, a ter lugar no próximo ano.
Na mesma ocasião, o responsável máximo da casa de investigação científica guineense, João Paulo Pinto Có, denunciou a existência da fuga dos quadros investigadores, o que tem sido neste momento a sua tarefa em recuperá-los.
“De um tempo para cá, o INEP sofreu uma fuga grande dos seus quadros. O INEP ficou sem ser aquela casa atrativa para os investigadores nacionais e internacionais, mas neste momento estamos a trabalhar para recuperar estes quadros para a instituição, mas também, estamos a lutar na capacitação dos quadros técnicos que para realmente possam dar resposta a aquilo que é o desafio da investigação na Guiné-Bissau assim como da exigência que o mundo está a pedir em termo da investigação”, notou.
O historiador revelou por outro lado que “a Guiné-Bissau enquanto país da África Ocidental como os outros, é dos países que não estão no ranking da produção académica exigido pelo Banco Mundial e as outras instituições que fazem a medição do ranking da produção, até neste momento que estou a falar, só Cabo Verde e Gana, a nível da África Ocidental que realmente estão no padrão exigido no índice da sub-região”.
João Có aponta “as sucessivas crises políticas, sociais e económicas, como principais fatores do retrocesso do trabalho de investigação científica na Guiné-Bissau, porque há um desinvestimento na ciência sobretudo no sector do ensino, mas mesmo assim estamos numa situação de resiliência para produção do conhecimento científico na Guiné-Bissau”
O Congresso de dois dias, tem por finalidade unir os pesquisadores nacionais e internacionais, os reitores e diretores das instituições de ensino e pesquisa, para comemorarem o aniversário do INEP, e elaborar uma perspectiva compartilhada para o futuro da investigação na Guiné-Bissau.
Por: Braima Sigá
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