GUINEENSES NA LÍBIA QUEREM REGRESSAR A CASA EM SEGURANÇA
Os cidadãos guineenses na Líbia aclamam pela ajuda das autoridades guineenses para que possam voltar ao país em segurança.
O pedido foi feito, esta semana em entrevista à Rádio Sol Mansi, pelo representante da Associação dos Guineenses na líbia, Ussumane Sani, que avança há muito tempo que se encontram naquele país nas condições de ilegalidade e comisso, correm o risco de vida.
O porta-voz dos guineenses na Líbia diz ainda, que estão em situações de desespero, por isso aclamam pela intervenção das autoridades guineenses.
“Não pedimos bilhetes de passagem, nem dinheiro e nem aquisição de avião. Queremos apenas que nos facilitem na emissão de passaporte e que deem autorização para que possam voltar ao nosso país”, exortam os guineenses na Líbia.
Um outro guineense na líbia, Iancuba Djamanca, disse que apesar de várias diligências a OIM não conseguiu o aval para transportar os cidadãos à Guiné-Bissau. E, explica que foram também pedir a ajuda junto da embaixada de Conacri para transportar os cidadãos da Guiné-Bissau mas as autoridades guineenses ficaram em silêncio.
“Nos instruíram para diligenciarmos junto da OIM e quando recebermos a luz verde vamos ser transportados no mesmo avião com os nossos irmãos de Conacri. Recebemos a garantia da embaixada de Conacri, mas as autoridades guineenses continuaram em silêncio sendo que a partida estava prevista para o dia 17 de outubro corrente”, acusam.
Os guineenses migrantes na Líbia querem voltar para casa e pedem que o governo agilize diplomacias junto da OIM para resolver esta situação porque temem pelas suas próprias vidas.
GOVERNO PROMETE QUE MEDIDAS SERÃO TOMADAS
Sobre esta situação, o chefe do governo garante vão fazer tudo o que estiver ao alcance do governo para resolver este problema nas próximas semanas.
Geraldo Martins, que não quis avançar mais pormenores, falava, esta sexta-feira, após a visita as instalações do Fundo de Promoção de Desenvolvimento Economico, com o objetivo de participar na promoção da melhoria das condições de vida das populações.
“O governo está a trabalhar e estamos a acompanhar a situação dos guineenses na líbia, e o ministro dos Negócios Estrangeiros está muito ativo neste processo”, disse Geraldo Martins.
Entretanto, sobre a situação dos guineenses que ficam meses e anos a espera de visto na embaixada de Portugal, e que inclusive a situação foi denunciada pela Associação dos Defensores das Empregadas Domésticas (ANAPROMED), onde este inclusive pede a expulsão do Embaixador e o Cônsul de Portugal na Guiné-Bissau, e a demissão dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e do Interior.
Sobre este assunto, o chefe do governo Geraldo Martins, afirma ter a consciência da situação, mas considera de “um pouco” exagero o pedido de demissão dos seus ministros.
“Temos a consciência deste e de outros vários problemas, mas estamos a trabalhar nisso e estamos a levar muito à sério todas as queixas que estamos a ouvir neste momento e estamos a tentar resolver aos poucos”, promete o primeiro-ministro que garante que o governo está atento e a trabalhar e para encontrar soluções “devidas” de diferentes problemas.
De destacar que a procura de vistos na Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau, tornou-se uma rotineira, os guineenses permanecem desde madrugada, e há aqueles que até pernoitam nas instalações da embaixada, a procura de visto de entrada para Portugal, mesmo sendo para as necessidades de continuar os estudos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos santos / Bíbia Mariza Pereira
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