GUINEENSES EM MAURITÂNIA PEDEM SOCORRO AO ESTADO

 

Os cidadãos guineenses em Mauritânia enfrentam várias dificuldades no acesso aos documentos da Guiné-Bissau e não conseguem nem emprego e nem a autorização para a residência naquele país árabe.

Todjo André Rodrigues, presidente da Associação dos guineenses em Mauritânia, falava só ao jornalista da Rádio Sol Mansi (RSM), que esteva em missão de serviço em Nouakchott - Mauritânia.

Em Mauritânia existem muitos guineenses em situação irregular e, segundo a associação, existe número considerável dos estudantes guineenses que carecem de ajuda.

“Temos problemas no acesso à residência, porque aqui exigem vários documentos e muitos não têm contrato de trabalho porque é preciso apresentar comprovativos de residência e isso torna difícil, mesmo querendo os documentos são cobrados em valores elevados”, explica o guineense que pede a intervenção diplomática para minimizar a situação

Os guineenses acusam ainda o cônsul guineense em Mauritânia de não estar a usar influências necessárias para resolver os problemas dos migrantes e estudantes.

“Ele (cônsul) deve ir ao encontro do Estado para resolver esta situação, porque esta é a sua missão. Não vamos aceitar que ele feche as nossas portas enquanto abre outras”, sustenta o porta-voz dos guineenses que pedem a intervenção diplomatica para que possam ter acessibilidade ao visto de entrada em Mauritânia.

Na semana passada, também em entrevista à RSM, o cônsul tinha admitido que os guineenses em Mauritânia enfrentam grandes obstáculos em relação a renovação dos documentos e que são obrigados à deslocar até Bissau ou Dakar correndo o risco de deportação.

Ainda falando à RSM, a Associação dos guineenses em Mauritânia, anuncia que existe número significante dos guineenses nas prisões e suspeita-se que não estão a ter devido acompanhamento das autoridades guineenses.

“Existem guineenses presos e outros tiveram a perpétua porque estiveram envolvidos em ataques terroristas. Incentivamos o cônsul a visitar estes guineenses, ele disse que vai com certa frequência mas nunca tivemos a prova que realmente efectuou esta visita”, disse.

Segundo informações, existe guineenses presos em Mauritânia que ainda aguardam julgamento há anos e alguns foram condenados devido ao envolvimento nos actos de terrorismo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Idjé da Costa

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