Guiné-Bissau: TRIBUNAL CONDENA PELA PRIMEIRA VEZ UM INDIVÍDUO PELO CRIME AMBIENTAL

O Tribunal Provincial do Norte condenou, esta quinta-feira (01/12), um cidadão da Guiné Conacri por ter sido flagrado no abate de abutres na secção do Pupal, sector de Canchungo, por quatro anos e dois meses de prisão efectiva.

A condenação ocorreu no tribunal de Bissorã, na qual o autor do crime, Sumaila Djaló, foi também condenado a pagar uma coima que ronda novecentos mil francos CFA.

Em declaração aos jornalistas, o director executivo da Organização Para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas na Guiné-Bissau, Francisco Gomes Uambar, afirma que a sentença lida hoje pelo colectivo dos juízes do tribunal provincial do Norte é uma novidade porque pela primeira vez na sub-região um indivíduo foi condenado pelo crime ambiental.

“Estamos de acordo com a pena efetiva de 4 anos, apesar de querermos mais anos do que foi anunciado, mas como a justiça decidiu acho que vai desencorajar muitas pessoas nas práticas do crime ambiental na Guiné-Bissau, é um fato novo para nós, pela primeira vez na sub-região africana uma pessoa foi condenada pelo crime ambiental cometida”, enfatiza.

Já a responsável do departamento da monitorização e conservação da biodiversidade do IBAP, Aissa Regalla de Barros, elogiou a decisão do tribunal porque vai desencorajar este tipo de prática.

“Ninguém tem o direito de destruir a biodiversidade pondo em causa a saúde das outras pessoas e benefício que as outras pessoas possam aproveitar da natureza, este foi um crime onde as pessoas falaram mal da Guiné-Bissau, aparecemos nos jornais internacionais, o reu foi acusado pela assassinato de 54 abutres, mas foram mortos mais do que isso, há dados estatístico que fala de mais de 2 mil abutres que é extremamente grave pelo papel que os abutres desempenha na natureza, portanto 4 anos e dois meses de pena efectiva é uma chamada de atenção para mostrar as pessoas de que não é normal o que fazem”.

Um grupo internacional de investigadores e de protecção das espécies anunciou que, de 2020 a 2021, mais de dois mil abutres foram mortos com insecticida na Guiné-Bissau, o grupo anunciou ainda que se trata do mais “letal envenenamento intencional de abutres do mundo”.

Os abutres terão sido envenenados propositadamente para remover as suas cabeças para alimentar o comércio ilegal destinado à utilização de várias partes do seu corpo  em práticas de feitiçaria.

A primeira ocorrência da mortalidade, em massa dos abutres, ocorreu em Bafatá e Gabú em 2020, mas ninguém foi flagrado ou encontrado com vestígios desse crime ambiental. Em 2021, um cidadão de Guiné Conacri, de nome Sumaila Djalo, foi flagrado cometendo esse crime na tabanca de Pupal no setor de Canchungo, na qual foi encontrado com partes de abutres na sua mochila.

 

Por: Braima Sigá 

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