GUINÉ-BISSAU CELEBRA 45 ANOS DE INDEPENDÊNCIA

A Guiné-Bissau celebra, esta segunda-feira (24 de Setembro), os 45 anos da sua independência sob lema “um passado que serve para compreender o presente e construir um futuro próspero”. São 45 anos marcados com históricos de instabilidades políticas

O Pais celebra o dia da independência nacional a porta de um processo eleitoral depois de uma crise política de quase 4 anos.

24 De Setembro de 1973, 24 de Setembro de 2018, aos 45 anos, nenhum presidente eleito na Guine Bissau, conseguiu ainda completar com sucesso um mandato.

Entretanto, na sua mensagem a nação por ocasião dos 45 anos da Independência Nacional, o Presidente da Republica, José Mário Vaz, convida os guineenses sobretudo a camada juvenil a lembrarem das palavras de Amílcar Cabral tendo em mente que a independência é para libertar o povo do subdesenvolvimento

Segundo José Mário Vaz os guineenses devem encarar as palavras de Amílcar Cabral como sendo homens africanos em marcha a procura de uma vida melhor.

Na mensagem, Mário Vaz diz que o país enfrenta “grandes desafios” que só serão possíveis enfrentar com base na união pela paz e a estabilidade.

O Presidente da Republica volta a apelar, no entanto, os cidadãos a recensearem para poderem exercer o direito a voto no dia 18 de Novembro próximo.

José Mário Vaz lembra aos guineenses que o voto deve com consciência limpa e nunca ser objecto de troca de favores, amizade, laços familiares, tribo, religião.

Para o presidente os guineenses devem colocar no poder alguém capaz de governar o país com total isenção, imparcialidade e garantir igualdade de oportunidade na educação, na saúde e no trabalho, respeitando o princípio “Guiné de todos e para todos”.

Ainda por ocasião dos 45 anos libertos do colonialismo, a maioria dos guineenses credita que é preciso fazer muito mais para tirar o país nas constantes instabilidades, e dependência económica e politica.

Ouvidos pela Rádio Sol Mansi (RSM) os cidadãos dizem que o processo eleitoral depende do apoio total da comunidade internacional para se materializar, apesar das tantas incertezas na sua credibilidade. Daí os guineenses questionam o sentido verdadeiro da independência, se o país continua a depender de outros países para organizar um processo eleitoral.

“O país falhou em todos os aspectos, a prova disso é a instabilidade crónica, eleições a todo momento e sucessivos governos de transição e o país nunca marcha, a falta de infra-estrutura a esperança baixa da vida da população, falta de escola e saúde demonstra a falha que deve ser repensado”, defendem os cidadãos guineenses.

A este ponto o politólogo guineense e comentador político da RSM, Rui Jorge Semedo, é da opinião que a responsabilidade é partilhada entre atores políticos e a classe castrense.

O politólogo admite que “será difícil” promover o desenvolvimento nacional enquanto os interesses pessoais estão a ser colocados acima dos interesses nacionais.

Rui Jorge responsabiliza ainda a sociedade guineense que “ao longo do período democrático no país continua a se ver falhas na escolha dos representantes políticos”.

“Na realização das eleições legislativas é um momento onde os guineenses podem decidir o futuro do país”, sustenta.

Apesar de constante crise política institucional que caracteriza o país ao longo da sua independência, o politólogo aponta diz que vários progressos foram alcançados.

“Com a abertura democrática em 1994, os atores políticos aproveitaram desta liberdade pioraram ainda mais o funcionamento das instituições”, critica Jorge Semedo.

A Guiné-Bissau nos 6 primeiros anos da sua independência era um período de ouro, por ter registado passos importantes com plano de desenvolvimento concreto.

Com o golpe de Estado de 1980, o país começou-se a titubear, crise cíclica impediu a sua continuidade de engrenar no caminho de desenvolvimento.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amade Djuf Djalo

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