GRUPO DE ATIVISTAS EXIGE SUSPENSÃO DE OBRAS NO PARQUE DE N´BATONHA CONSIDERADO “PULMÃO DE BISSAU”

Um grupo de manifestantes tentou realizar, hoje, uma manifestação em frente a Câmara Municipal de Bissau exigindo a não destruição do Parque N´Batonha, foi disperso pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR).

Antes desta manifestação, os ativistas tentaram agrupar-se nos arredores do Parque de N´batonha mas, segundo disseram, tiveram que mudar de local devido a um grosso número de forças policiais colocados no local.

Os manifestantes que ameaçam continuar com a ação, gritavam entre outras palavras “N’batonha Pulmão de Bissau”, “não destruir N’batonha” as forças da ordem depois de dispersarem os manifestantes, espalharam-se quase por todas avenidas do centro da cidade de Bissau.

Depois da tentativa de manifestação, o grupo reagrupou-se em uma das escolas públicas e, na sequência, concederam uma entrevista à imprensa, na ocasião, um dos mentores e incentivador da vigília, disse que vão continuar com esta ação, no sentido demostrar de que a posição de construir qualquer coisa no espaço não é correto.

“Estamos a reivindicar para a construção de qualquer que seja tipos de obras que, estamos a reivindicar desta forma, porque não deve existir nem hospital, não deve existir nem universidade e nem nada uma vez que parque faz a função ecológica. Toda a organização da sociedade civil incluindo aquela organização ambiental e a população que usufrui daquele ambiente, daquele oxigénio e de aquele lazer estamos totalmente indignados”, lamenta o ativista.

Este ativista falando da importância e benefício do Parque de N´batonha, disse terem sido surpreendidos no final do ano, com o início das obras de destruição do Parque, para a seguir se anunciar a construção de uma mesquita no local.

“É um parque feito mais com o objetivo de poder não só ser um espaço de lazer para jovens, crianças e adultos, mas também tem a sua função ecológica porque é pulmão da cidade de Bissau, é única esponja da reserva de água doce dentro da cidade de Bissau, sobretudo para a zona baixa que também impediu inundação para casa que estão nos arredores”, enfatiza.

Perante este facto, um grupo de defensores do Parque N´Batonha decidiu enviar uma carta a várias instituições públicas, privadas, organizações nacionais e internacional, tendo também enviado uma outra à Rádio Sol Mansi, na qual procuraram explicar as trajetórias feitas com vista a elucidar aos recetores de tudo que foi feito antes do início das obras do Parque Europa Lagoa de Mbatonha.

Diante desta situação que cria polémicas no país, a RSM tentou ouvir ministério do Ambiente, o IBAP, algumas organizações defensoras do ambiente e direitos humanos e CMB, mas todos esquivaram-se em gravar a entrevista.

 

Por: Bíbia Mariza Pereira / Rádio Sol Mansi

Imagem: Rádio Sol Mansi

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