Greve da UNTG: PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA ABRE INQUÉRITO CONTRA OS LÍDERES SINDICAIS
O Procurador-Geral da República já ordenou a abertura de inquérito com vista a identificação e eventual responsabilização criminal de líderes sindicais envolvidos na incitação dos médicos e técnicas de saúde ao boicote dos serviços nos diferentes hospitais e centros de saúde do país.
A Rádio Sol Mansi sabe ainda através de fonte oficial que a procuradoria instituiu todas as delegacias do Ministério Público em diferentes tribunais do país, instauração de competentes procedimentos criminais contra os autores de tais actos que, segundo a mesma fonte, resultou em perda de vidas humanas.
Esta atitude, segundo a mesma fonte, para a procuradoria é susceptível de se enquadrar ao tipo legal de crime previsto e punível no Código Penal da Guiné-Bissau.
No entanto, hoje (24), o presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, considerou a greve de um acto de terrorismo e avisa que haverá consequências contra os sindicalistas.
“Isso é um acto terrorista e haverá consequência, porque todos têm direito à vida. Todos saberão das consequências porque não como e nem degolo ninguém”, disse Umaro Sissoco Embaló.
Entretanto, hoje, o depois de muito tempo de silêncio sobre as sucessivas paralisações na função pública, o governo voltou a negociar com a União Nacional dos Trabalhadores (UNTG).
O governo e os sindicatos sentaram-se à mesma mesa e os sindicatos não desmarcam, enquanto o Governa promete encontrar soluções para acabar com a paralisação.
Após o encontro da negociação, o chefe do gabinete do Ministro da Função Pública, José Paulo Semedo, disse haver um bom entendimento com a UNTG.
Já o presidente da Comissão da UNTG, Yasser Turé, disse que a UNTG não vai retirar da sua posição.
Na quarta-feira passada, o Secretário-geral da UNTG responsabiliza o governo de Nuno Gomes Nabiam sobre as sucessivas paralisações na função pública, que motivo a morte de várias pessoas no país.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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