Greve da Frente Social: DEZENAS DE GRÁVIDAS SEM TRATAMENTO NO "SIMÃO MENDES"
Na maternidade do Hospital Nacional "Simão Mendes" estão dezenas de grávidas a ponto de dar à luz, mas que não recebem o tratamento médico desde as primeiras horas desta manhã e alguns tiveram que voltar para a casa.
A situação verifica-se também em todos os estabelecimentos do hospital visitados pela RSM que quis saber do impacto da greve da Frente Social que deve decorrer de hoje até ao próximo dia 30 de maio. Os acompanhantes disseram que estão aflitos porque, apesar de urgência, ainda não foram atendidos.
“Estamos aqui desde manhã e a minha irmã está com fortes dores, mas disseram-nos para voltar para a casa porque não têm como trabalhar”, disse uma acompanhante.
Uma outra cidadã informou-nos que podemos voltar só quando a dor de parto estiver mais forte.
Um outro adulto disse que a sua esposa estava prestes a dar luz mas conseguiu que ela fosse atendida por outro colega que não estava de serviço.
Eles pedem que a situação seja resolvida o mais rápido possível.
O diretor-adjunto dos serviços do Banco de Socorro do Hospital Nacional Simão Mendes, Umaro Camará, confirma que realmente a greve está a afetar o funcionamento do hospital e neste momento alguns estão a receber oxigénio, mas apenas um médico foi afetado para o serviço mínimo.
O diretor-adjunto dos serviços do Banco de Socorro do Hospital Nacional Simão Mendes disse que esta situação pode provocar até a morte dos pacientes. Ele diz ser urgente o governo e os sindicatos resolverem esta situação.
No serviço da medicina do maior centro hospitalar do país, Amadu Mané, médico clínico geral, lamenta a situação e diz que os funcionários aderiram a esta greve que está a ter um impacto negativo.
Ele disse que apenas doentes graves estão a ser atendidos.
Sabe-se que, no HNSM, ainda estão internadas várias pessoas em estado grave e neste momento alguns estão a voltar para casa ou a procurar serviços nas clínicas e hospitais privados.
No memorando de entendimento, a Frente Social reivindica exige, entre outros, o pagamento das dívidas aos contratados da educação, o pagamento das dívidas contraídas com os professores e técnicos de saúde desde 2004 até esta data, desbloqueio de salários, efetivação e reclassificação dos técnicos da área.
GREVE AFETA SETOR DA EDUCAÇÃO
A Associação dos Alunos do Liceu Nacional Kwame N´krumah afirma que a greve convocada pela Frente Social está a afetar seriamente o funcionamento das aulas e a situação é preocupante tendo em conta o aproximar da época do exame nacional.
A afirmação da Associação dos Alunos do Liceu Nacional Kwame N´krumah foi feita, esta segunda-feira (26 de maio), pelo seu presidente, Felipe Djú, durante uma ronda da Rádio Sol Mansi nos diferentes liceus públicos da capital Bissau para se inteirar do impacto do primeiro dia da greve convocada pela Frente Social que engloba os sindicatos dos setores da saúde e educação.
Felipe Djú confirma à RSM que os professores afetos a este liceu desta vez aderiram à greve de 5 dias de frente social.
A Associação dos Alunos de Maior Liceu Nacional “Kwame N´krumah” diz que não estão de acordo com a realização do exame nacional, devido à falta de harmonização de conteúdos curriculares e a consequente falta de professores.
Entretanto, já no Liceu Rui Bacelo da Cunha, sem gravar a entrevista, os alunos criticaram o comportamento da direção da escola em ordená-los a abandonar a escola para irem receber o presidente de Senegal que se encontra de visita no país.
Por: Turé da Silva
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