GOVERNO GARANTE QUE O PRÓXIMO ANO LETIVO SERÁ DE ESTABILIZAÇÃO
O governo anuncia para o próximo dia 09 de outubro, o início das aulas nas escolas públicas do país. Segundo o governo, a decisão foi tomada porque a educação é prioridade no programa “Terra Ranka”.
O anúncio do governo foi feito pelo Primeiro-ministro, Geraldo Martins, durante a abertura do ano letivo 2023/2024 cujo lema é “Resiliência e Confiança para uma Educação de Qualidade”.
Para o Chefe do Executivo guineense, o presente ano letivo será de estabilização e que serão criadas condições para responder às demandas do sistema educacional.
“O ano letivo 2023/2024 será um ano da estabilização no sistema educativo da Guiné-Bissau e tudo isso passa necessariamente pela criação das condições para que aqueles 60mil alunos que saíram do sistema de ensino no ano passado por falta dos professores possam novamente regressar ao sistema educativo também é criar as condições para que o ano letivo comece atempadamente e para que não venha a ter grandes sobressaltos”, promete.
Domingos de Carvalho, presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) denúncia a existência no ano passado de cerca de 60 mil estudantes que ficaram sem professor.
“A nossa organização sindical em geral entende que é urgente proceder o mais rápido possível recrutamento e colocação dos professores novos ingressos e contratados de acordo com as necessidades existentes para o ano letivo 2023/2024”, sustenta.
Rosália Djedjo, presidente da CONAEGUIB - Confederação Nacional das Associações Estudantis de Guiné-Bissau - diz que o mais importante é que o governo crie condições, para que o próximo ano letivo não tenha mais perturbações.
“Embora seja dada a abertura do novo ano letivo o que transmite a confiança reservada de que haverá as aulas, mas o desafio de tudo seria de garantir a aprendizagem continua para os alunos e estudantes sem que haja pelo menos grandes interrupções o que ao longo dos 8 anos letivos foi algo impossível, no entanto dar início ao ano letivo convida-nos a uma reflecção profunda da educação que temos durante todos esse tempo”, exorta.
Braima Sanhá, ministro da Educação Nacional garante que o seu empenho vai ser centrado na resolução das pendências existentes no setor educativo.
“O setor da educação pretende-se continuar a resolver todas as pendências com a classe docente como é o caso do processo da requalificação, atribuição do subsidio previsto na carreira docente, ajustamento do salario e consequente laboração de um projeto de decreto-lei para a extinção da tabela salarial diferenciada, carga horaria no âmbito da implementação do estatuto da carreira docente em vigor e a clarificação conjunto dos beneficiários das dividas ainda existentes para um posterior negociações e a fixação da modalidade de liquidação é isso a meta que traçamos apesar de não será uma tarefa fácil”, manifestou.
O governo procedeu, hoje, a abertura do novo ano letivo e anuncia que as aulas devem iniciar-se dentro de 12 dias. No entanto, o Primeiro-ministro anuncia que tudo está a postos, e, reconhece que as sucessíveis instabilidades politicam e institucionais, tem provocado a fuga dos alunos das escolas públicas para as privadas e igualmente isto tem provocado deficit de aprendizagem.
Por: Diana Bacurim
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