GOVERNO DIZ ESTAR PREOCUPADO COM SITUAÇÃO DAS RAPARIGAS, ADOLESCENTES E MULHERES GUINEENSES
A ministra de Ação Social, Família e Promoção da Mulher afirma que a Guiné-Bissau ratificou várias Convenções Internacional que protege direito das raparigas, adolescentes e mulheres, mas que os dados deixam muito pouco a desejar.
Cadi Seide falando durante a cerimónia de celebração do Dia Internacional das Meninas, disse que nas Forças Armadas segundo o último recenseamento da Função Publica dos cinco mil efectivos militares, apenas 528 são mulheres.
Por exemplo, disse a ministra, nas forças armadas, segundo o último recenseamento da Função Público dos cinco mil efectivos militares guineenses, apenas 528 são mulheres que corresponde à 10,56% e na situação muito baixa.
“Nas forças de seguranças num total de 1166 oficiais da Policia efetivos e 167 são mulheres correspondendo à 14,3%, na Policia Judiciaria num total de 201 pessoas 21 mulheres que corresponde 10,4%”, explica.
Ainda sobre os dados, a ministra de Ação Social, Família e Promoção da Mulher afirma que segundo Instituto Nacional de Estatísticas, no acesso a justiça apenas 5,6% das mulheres recorrem a justiça contra 6,8% dos homens, “porque não acredita na justiça guineense”.
“A mutilação genital feminina que se encontrava em alguns anos 42% agora aumentou para 52% algo esta mal na nossa sociedade, a violência domestica regista-se em 36,4% em 2018, o planeamento familiar 14% com métodos modernos 16% das mulheres e 22% de método tradicionais, segundo a Associação Guineense AGUIBEF a taxa de abandono escolar 6,9% para as meninas e 5,77% para rapazes, o casamento infantil ainda varia de 26 a 39% na Guiné-Bissau, a taxa de fecundidade na adolescência ronda de 106 por mil mulheres na idade compreendida entre 15 e 19 anos”, sustenta.
A Ministra da Ação Social, Família e Promoção da Mulher, Cadi Seide encoraja os rapazes e raparigas que o futuro é hoje e segundo ela, rapazes e raparigas são donos da Guiné-Bissau, por isso devem estudar e serem cada vez melhores em tudo nas boas práticas.
Por: Bíbia Mariza Pereira
Imagem: Arquivo Internet
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