GOVERNO DENUNCIA MANOBRAS PARA DESCREDIBILIZAR MEDIDAS DE REDUÇÃO DO PREÇO DO ARROZ
O ministro do Comércio, Jamel João Handem, denuncia que há comerciantes que querem descredibilizar a medida do governo em reduzir o preço do arroz, colocando arroz apodrecido no mercado.
A denúncia foi feita, hoje, à margem de uma palestra alusiva à celebração de “Outubro”, Mês de Consumo dos Produtos no Espaço da União Económica Oeste Africana (UEMOA), realizado na Casa dos Direitos em Bissau.
Jamel João Handem afirma que no quadro das medidas adotadas pelo governo, não há nenhum arroz apodrecido, há pessoas que estão a lutar contra esta medida do governo.
“Várias pessoas estão a lutar contra as nossas medidas. As pessoas tomam arroz apodrecido e colocam nos sacos do arroz que é comercializando neste momento e dizem que é o governo que ordena a venda deste arroz. Mas, o governo não vende arroz”, defende o ministro do comércio.
Questionado sobre a medida a adoptar para pôr cobro a esta situação que nos últimos dias tem crescido através das denúncias por parte dos consumidores, o governante disse que existem leis que são aplicadas de acordo com a infração.
Ele reconhece que têm recebido denúncias falsas sobre a escassez de arroz.
“Querem descredibilizar as medidas tomadas pelo governo, porque todos sabemos que os seus únicos objetivos é ganhar mais lucros e fazem tudo o que podem para voltarmos nas medidas anteriores de especulação de prelos”, acusa.
Sobre o preço do arroz 5% cento partido que há alguns dias chegou ao país cerca de 15 mil toneladas, o ministro explica que o preço deste tipo de arroz é de 22.500 francos CFA, por saco de 50 kg e não 17.500, como está a ser especulado nas redes sociais.
“Agora os outros sacos de arroz (…) cada um vende no preço que quiser, nós estamos preocupados com o arroz que o nosso povo consome”, enfatiza.
No final do mês de agosto último, o Governo decidiu baixar o preço do arroz, como sendo a base da dieta alimentar dos guineenses, na ordem de 22%. Passando um saco de 50 kgs do arroz 50% partido passou para 17.500 francos cfa em vez de 22.500 francos cfa e, de 5% partido passou a custar 22.500 francos CFA.
A medida resultante do acordo entre o Executivo e os Operadores Económicos, tem por finalidade, segundo chefe do Governo, Geraldo Martins, mitigar a crise socioeconómica que o país atravessava desde a vigência da pandemia de COVID-19.
Por: Braima Sigá
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