GOVERNO CONSIDERA DE GOLPE DE ESTADO INVESTIDURA DE SISSOCO EMBALO
O governo liderado por Aristides Gomes condena com “total veemência” a atitude do candidato Umaro Sissoco Embalo de se autoproclamar Presidente da República da Guiné-Bissau.
A condenação do governo vem expressa num comunicado do conselho de ministros, assinado pela ministra da Administração Territorial, que teve lugar, hoje (27 de Fevereiro), no palácio do governo, sob a presidência de Aristides Gomes.
No mesmo documento, o governo qualifica a tomada de posse simbólica como usurpação de competências e poderes constitucionais reservados a um Presidente da República democraticamente eleito, facto que, segundo o governo, consubstancia um “autêntico golpe de Estado”.
O governo que condena a atitude “cúmplice dos setores das forças armadas, particularmente o batalhão da Guarda Presidencial, a viabilização da tomada de posse, apela a comunidade internacional a continuar a seguir e a acompanhar a actual situação política no país.
Ainda o mesmo comunicado de três (03) páginas, o executivo condena a atitude do presidente cessante, José Mário Vaz, que, segundo o governo, no fim do seu mandato “resolve envergonhar e tentar decapitar, mais uma vez, o Estado soberano da República da Guiné-Bissau” ao “apadrinhar” a tomada de posse de Sissoco Embaló.
Entretanto, o governo responsabiliza o candidato Sissoco Embaló por todas as consequências que poderão advir dessa “usurpação de poderes e competências” consumada, hoje (27), com a sua tomada de posse.
O governo reafirma que o acto configura um golpe de Estado, traição á pátria, susceptível de perigar a paz, a estabilidade e a sã convivência interétnica e inter-religiosa de há muito reina na Guiné-Bissau.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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