FRENTE POPULAR CONTINUA DETERMINADA PARA MANIFESTAÇÃO PACÍFICA NA GUINÉ-BISSAU
A Frente Popular reafirmou este sábado (11 de maio de 2024) a realização de uma manifestação pacífica agendada para o dia 18 de maio deste ano, já na próxima semana.
A posição da organização surgiu um dia depois do Ministério do Interior, através do Secretário do estado da Ordem Pública, ter reafirmado que enquanto vigorar o despacho que impediu a manifestação pública, não haverá nenhuma outra manifestação no país.
José Carlos Monteiro Macedo falava numa conferência de imprensa em Bissau, numa altura em que resta uma semana para a anunciada manifestação liderada pela Frente Popular que congrega diferentes organizações sociais do país.
Em conferência de imprensa hoje, Armando Lona, Coordenador da Frente Popular, convida a todos para uma manifestação, porque segundo disse, é um direito consagrado na constituição da República.
“Já tivemos várias reações e neste momento o que interessa é o dia 18 onde todos os filhos da Guiné-Bissau são convocados tanto aqui no país assim como na diáspora para uma manifestação de forma pacífica”, anunciou Armando Lona o também Professor Universitário.
Perante a coletiva de imprensa, Lona, avisa ainda que a manifestação agendada para próxima semana serviu para afirmação da República da Guiné-Bissau que segundo ele perdeu toda a sua autoridade enquanto uma nação.
Já na sexta-feira, (10-05) , durante a conferência de imprensa realizada nas instalações do Ministério do Interior, o Secretário de Estado da Ordem Pública, José Carlos Macedo, disse desconhecer a manifestação agendada pela Frente Popular.
“Na verdade desconheço desta manifestação, aliás, o ministério do interior não recebeu nenhuma correspondência sobre a manifestação”, afirmou “Zé Carlos” como é chamado na comunidade.
Em reação a esta declaração, Armando Lona, contrariando estas declarações, afirma que foram esgotadas todas estas medidas e que é do conhecimento do ministério do interior a realização desta manifestação.
“Somos uma organização responsável, estamos cientes de que para exigir o respeito à República devemos primeiro respeitar todas as suas normas”, disse Armando Lona, confirmando que foram esgotadas todas as normas de manifestação.
A Frente Popular disse estar ciente e preocupada com a atual situação socioeconómica que se vive no país, por isso, tem manifestado várias vezes a sua preocupação perante quem de direito através duma carta aberta dirigida ao chefe de estado.
Neste sentido, segundo a organização, continua a vigorar no país a situação de fome, insegurança e as instituições continuam bloqueadas nomeadamente, Supremo Tribunal de Justiça, Assembleia Nacional Popular.
Por: Ussumane Mané
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