ASSOCIAÇÃS DOS MOTORISTAS CONTRA AUMENTO UNILATERAL DO PREÇO DOS TRANSPORTES INGORÉ BIGENE
O presidente da Associação dos Motoristas da linha Bigene à Ingoré confirma que neste momento os condutores daquela zona paralisaram os serviços, porque reivindicam o aumento unilateral do preço que consta na tabela. O serviço da viação avisa que serão tomadas medidas concretas.
Abulai Suleimane Cumba que falou, hoje, em entrevista à Rádio Sol Mansi, diz não estar de acordo com a decisão, mas, apesar disso, justifica que os motoristas preferem aumentar unilateralmente o preço ou mudar de linha, porque o rendimento mensal não compensa em relação às despesas.
“Tudo tem a ver com o não rendimento das receitas. (…) De repente fui informado, no dia 12 de agosto os motoristas me disseram que devido ao não rendimento e a fraca procura dos passageiros irão aumentar o preço e eu os avisei que devem cobrar o preço fixado na tabela e eles disseram que sendo assim vão mudar de linha”, explica.
Também falando à RSM, o porta-voz da Federação das Associações dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Caram Samba Lamine Cassamá, diz não estar de acordo com o preço aumentado sem autorização do serviço de aviação.
“Não estamos de acordo com o preço aumentado unilateralmente, ontem reunimos com os responsáveis daquela zona e orientamos que seja cobrado o preço da tabela. Quem achar que é rentável que continue a operar e caso contrário que mudem da linha. Não estamos de acordo que ninguém aumente nem um centavo sobre o preço da tabela”, reafirma.
Sobre esta mesma situação, em entrevista à Rádio Sol Mansi o diretor-adjunto dos serviços de condutores da Direção-geral da Viação e Transportes Terrestres, Armando João Vinha Afonso, avisa que serão tomadas medidas para pôr fim a estas práticas “anormais”.
“Vamos fazer um trabalho de fundo para interpelar as pessoas que estão a proceder com esta prática e através dos nossos parceiros de fiscalização que são da Polícia de Transito e da Guarda Nacional resta pôr cobro a práticas anormais que cada condutor acha que pode cobrar”, promete.
Como forma de lutar contra as práticas ilegais que acontecem diariamente nas vias públicas, Armando Vinha Afonso pede que todas as pessoas denunciem os atos do género.
“Vamos pedir a colaboração dos passageiros, porque se não denunciarem não vamos saber o que se passa no país”, enfatiza.
De Ingoré à Bigene os condutores decidiram sem autorização aumentar o preço dos transportes, uma decisão que não é apoiada pela associação local e nem pela Federação de Associação dos Motoristas da Guiné-Bissau.
O preço legal que consta na última tabela fornecida pela direção-geral da Viação e Transportes Terrestres é de 600 francos cfa, mas os condutores decidiram por iniciativa própria cobrar 1000 francos cfa.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá / Diana Bacurim
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