ESTUDANTES EXIGEM REVOGAÇÃO DA DECISÃO QUE SUSPENDE NOVAS ENTRADAS NO SETOR EDUCATIVO

Os estudantes guineenses dão ao governo dez (10) dias para revogar a decisão que suspende as novas contratações no setor da educação, e caso contrário ameaçam promover manifestações nas ruas.

Estas advertências foram dadas, hoje, pelo presidente da Rede das Associações Estudantis da Guiné-Bissau, durante uma conferência de imprensa, onde se falou das últimas decisões do governo em ordenar a suspensão de novas admissões nos setores sociais, nomeadamente, da educação e da saúde.

Fode Dabó assegura que a sua organização dará o benefício de dúvida ao governo até o dia 09 de setembro para revogar o decreto em causa caso isso não acontecer ameaçam realizar marchas pacíficas.

Fode Dabó considera as decisões do executivo de “muito infeliz”, porque a Guiné-Bissau precisa dos professores para puder responder as demandas nacionais e internacionais.

O presidente da Rede das Associações Estudantis da Guiné-Bissau avança ainda esta decisão do governo de suspender contratações dos novos professores, poderá aumentar o número da delinquência sendo que vai desencorajar interesse dos jovens nestas áreas de formação.

SINETSA CONTRA DECISÃO DO GOVERNO

Sobre o mesmo assunto, o Sindicato Nacional de Técnicos de Saúde e Afins (SINETSA) posiciona-se contra a decisão de governo em suspender admissão de novos ingressos nos setores socias (educação e saúde).

A posição da organização sindical foi tornada pública, esta terça-feira, em Bissau, durante a conferência de imprensa, sobre a sua posição face a decisão do conselho de ministros que, na semana passada ordena a suspensão da admissão dos novos ingressos nas áreas da saúde e educação.

O porta-voz voz do coletivo, Ioiô João Correia, apesar de não concordar com a forma como têm sido feitos o recrutamento do pessoal na administração pública, defende a criação de um critério de recrutamento na administração pública guineense.

O sindicalista aponta ainda a limitação e maior controlo do pessoal na administração pública.

O governo, através de conselho de ministros da semana passada, decidiu suspender novas admissões nos setores de saúde e educação, justificando a medida com as exigências do fundo monetários internacional sobre encargo financeiro.

Na semana passada, o governo suspendeu a admissão de novos ingressos nos ministérios da educação e da saúde bem como as promoções na administração pública, visando responder às exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Por: Ussumane Mané / Diana Bacurim

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