Educação: SINAPROF ANUNCIA NOVAS FORMAS DE REIVINDICAÇÕES
O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) ameaça iniciar uma segunda vaga de greve de três dias, mas desta vez serão realizadas várias manifestações.
A ameaça foi tornada pública esta quarta-feira pela imprensa pelo presidente do SINAPROF, uma vez que a data de entrega do pré-aviso de greve deveria ser feita, no Ministério da Educação Nacional.
Domingos de Carvalho disse que o sindicato que coordena pretende dar uma prenda de carnaval ao ministério, com greve a iniciar a partir do dia 26 até 28 de fevereiro acompanhado de manifestações até que o governo atenda as reivindicações.
“Devíamos entregar um pré-aviso de greve ao ministério da educação nacional como prémio de vencedor de carnaval 2024, esta greve vai iniciar no dia 26, 27 e 28 de fevereiro por isso nestes dias teremos manifestações pacíficas em que um grupo inicia na chapa de Bissau ao império e outro da rotunda de Djimital ao palácio do governo” anunciou este sindicalista.
Perante estas manifestações projetadas numa altura em que o ministério do Interior proibiu estes tipos de luta, este sindicalista disse que a decisão só cabe ao ministério, mas o que na verdade o SINAPROF pretende, é realizar a manifestação projetada.
“O ministério do Interior não é constituição da república, o despacho do ministro do interior e do secretário de estado da ordem pública é despacho que lhes vincula não aos professores, neste caso vamos realizar a nossa manifestação pacífica no dia marcada” garantiu Domingos de Carvalho.
Questionado o levou a razão da não entrega do pré-aviso de greve, o presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, justificou o motivo, com a ausência dos diretores do ministério da Educação Nacional.
“A ausência dos diretores penso que é devido à quarta-cinza que se celebra hoje”, referiu o presidente do SINAPROF.
Recorde-se que no dia 06 de fevereiro reuniu-se o Conselho de ministros Extraordinário para a analisar a situação dos professores, no qual a plenária insta os ministros das Finanças, da Reforma Administrativa e da Educação Nacional a procederem um bloqueio dos salários aos professores que já não exercem a atividade docente e que, injustamente continuam a auferir os seus salários.
Por: Marcelino Iambi
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