Economia: “O PAÍS NÃO DEVE CONTINUAR A DEPENDER DAS EXIGÊNCIAS DOS PARCEIROS ECONÓMICOS INTERNACIONAIS”
O Economista e igualmente comentador permanente da Rádio Sol Mansi para os assuntos económicos, José Nico Djú, considera que nos últimos anos houve uma mudança significativa em termos do PIB, devido às exigências dos parceiros económicos internacionais.
O analista económico, José Nico Djú, falava, esta quarta-feira, em Bissau, sobre o último relatório do Banco mundial sobre o crescimento económico dos Países Africanos falantes da Língua Portuguesa (PALOP).
José Nico Djú reconhece que apesar das exigências dos parceiros ter ajudado no crescimento económico nacional, mas o país não deve continuar a depender das exigências dos parceiros económicos internacionais.
“Ao longo dos anos, a Guiné-Bissau dificilmente apurou os resultados em termos de comparação da sua dinâmica económica a nível do PIB”, considerou o economista, apontando as exigências em curso do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial como principais factores que influenciam este crescimento.
Um relatório do Banco Mundial, sobre as Perspetivas Económicas Globais, divulgado esta terça-feira em Washington, considera que a Guiné-Bissau deverá manter o crescimento de 4,5% neste e no próximo ano, ao passo que Angola não deverá conseguir manter o crescimento de 2021, registado no ano seguinte a cinco anos de recessão económica.
Na mesma análise, o economista e igualmente professor universitário, José Nico Dju, considera que este progresso económico do país deve-se por outro lado às reformas fiscais em curso.
“Geralmente, a Guiné-Bissau tem registado o nivel do crescimento económico consideravel, o que é difícil ter um crescimento económico a este nível sem, no entanto, envovimento do funcionamento dos setores em pleno”, acrescentou.
A nível regional, o Banco Mundial prevê que o crescimento económico abrande para 3,2% este ano antes de acelerar para 3,9% em 2024, com a recuperação económica a ser ameaçada por vários fatores.
De acordo com o documento, ontem divulgado em Washington, a África subsaariana entrou em 2023 com mais 35 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda do que no ano anterior, uma situação agravada pela inflação elevada, que ficou acima de 10% em quase 70% dos países.
Em abril, o Banco Mundial previa que a economia da região abrandasse para 3,1% este ano, depois de ter crescido 3,6% em 2022.
Por: Ussumane Mané
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