ECOMIB DEIXA GUINÉ-BISSAU DEPOIS DE 8 ANOS DE SERVIÇO
A Força de interposição da CEDEAO (ECOMIB), instalada na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência do Golpe Militar de 12 de Abril, despediu-se oficialmente, esta quinta-feira (10 de Setembro de 2020), para a sua retirada do país.
A cerimónia, que decorreu na pista da base aérea, foi presidida pelo Presidente da República na presença do Presidente da Comissão da CEDEAO, dos Chefes de Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau e do Senegal, da representante especial do secretário-geral das Nações Unidas assim como do embaixador da União Africana.
Através do decreto presidencial, o presidente da república Umaro Sissoko Embalo agraciou a força militar da ECOMIB com a medalha de “Ordem Nacional de Mérito, de Cooperação e Desenvolvimento”.
Entretanto, o chefe do Estado realçou o papel que a força da ECOMIB teve na estabilização do país e enalteceu a postura das forças da defesa e segurança guineenses no distanciamento das querelas políticas.
“Uma palavra de apresso às nossas forças de defesa e segurança que decidiram de uma forma exemplar desde 2014 de não se imiscuir nas querelas políticas permitindo assim o nosso país viver em paz e estabilidade”, realçou o presidente da República, Umaro Sissoko Embalo.
O presidente da comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassebrow, diz que a força da ECOMIB trabalhou afincadamente na afirmação da sua missão de estabilização do país.
“A ECOMIB teve como objectivo principal contribuir na estabilização da Guiné-Bissau e na pacificação através de grande engajamento de sacrifício e da determinação, assim como na articulação do seu mandato evitando conflito entre actores nacionais”, sustentou o presidente da comissão da CEDEAO.
O primeiro contingente da missão desta força composto por mais de 100 elementos deixou o país na semana passada depois de oito anos de protecção das instituições públicas e de estabilização.
Em 8 de Setembro de 2020, os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental decidiram retirar a ECOMIB, depois dos progressos realizados no funcionamento das instituições.
Por: Marcelino Iambi
- Created on .

