Dissolução do parlamento: POLITÓLOGO DIZ QUE PAÍS ESTÁ NUMA DISPUTA PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

O politólogo guineense, Rui Jorge Semedo, considera que neste momento o país está numa guerra eleitoral para a presidência da República e “alguém e algumas instituições têm que ser sacrificadas para criar condições para controlar as instituições e garantir supostamente a reeleição nas próximas eleições de 2024”.

“Este é o motivo de toda a crise que o país atravessa, e se vermos aquilo que tem sido a postura da oposição logo nos primeiros momentos o apelo vai exatamente para a dissolução do parlamento e, este é foi um apelo feito insistentemente pela oposição e acabou por consumar”, sustenta o politólogo que igualmente é o comentador dos assuntos políticos da Rádio Sol Mansi (RSM) minutos depois do chefe de Estado ter dissolvido o parlamento sustentando a “tentativa de golpe de Estado no dia 01 de dezembro corrente”.

O politólogo avança ainda que esta decisão “no fundo” não vai resolver os problemas dos guineenses e nem a atual situação da crise em que o país se encontra, no entanto, “esperavámos uma decisão mais ponderada e moderada e sobretudo que ainda iam salvaguardar o parlamento, porque neste momento é necessário um parlamento funcional”.

“Neste momento com a dissolução do parlamento, não existem condições para acreditar nos resultados do ponto de vista das investigações. O importante é que seja a data das eleições, e esperamos que não vamos ter que esperar mais um ano para as eleições como aconteceu na dissolução do parlamento da Xª legislatura, agora não sei dos recursos que o país dispõe para realizar as eleições no tempo exigido e também se a própria comunidade internacional estará em condições de voltar a apoiar na realização das eleições”.

Rui Jorge diz pensar que a situação no país é “muito” grave do ponto de vista da estabilidade governativa e entendimento entre os órgãos da soberania e os atores políticos.

“Infelizmente este é o apelo feito nos últimos tempos pela oposição e acabou por consumar e vamos ver daqui para frente como vamos poder resistir às situações que poderão advir, principalmente do ponto de vista social e governativa”.

Segundo ele, neste momento é difícil medir as consequências da queda do parlamento, mas “podemos observar que é muito grave avançar com a dissolução do parlamento”.

Com o anúncio da dissolução do parlamento e consequente queda do governo a consequência reflete no resultado da governação, ou seja, o país voltou em crise e voltou a sair da normalidade constitucional afastando o governo e o parlamento que saiu das eleições recentes de apenas 03 meses e o país voltou a ser empurrado para uma situação de incerteza, de crise e de ingovernabilidade.

“Nestas situações estaremos a fazer entrar instituições que não têm a legalidade a partir das urnas”

Semedo diz não querer acreditar que esta é uma decisão assertiva porque até neste momento concordamos que o governo deve assumir as consequências políticas do que aconteceu e “era mais racional e razoável pensar na queda do governo e ao mesmo tempo permitir que a coligação vencedora das eleições de 04 de junho volte a apresentar um novo primeiro-ministro que consequentemente irá apresentar o seu elenco governamental”.

Depois da dissolução do parlamento, algumas individualidades estavam em frente ao parlamento a manifestar-se contra a decisão do presidente.

Depois da dissolução do parlamento, o presidente convocou o conselho de ministros que deverá começar às 14 horas e trinta minutos no palácio do governo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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