Diplomacia: MINISTRO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS ACUSA MISSÃO DE ALTO NÍVEL DA CEDEAO DE AGIR FORA DA LEGALIDADE

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira, acusou a missão de alto nível da CEDEAO de desrespeitar as instituições da República da Guiné-Bissau.

Em conferência de imprensa, nesta quarta-feira, 5 de março, o governante acusou a missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental de violar as leis da Guiné-Bissau, ao reunir-se com entidades ilegítimas do país. Carlos Pinto Pereira considera que a posição do Presidente Umaro Sissoco Embaló de expulsar a delegação sub-regional é, na verdade, um pedido de respeito pelas instituições da República.

“Aquilo que aconteceu em Bissau foi apenas um pedido de respeito pelas instituições. Se o Presidente da República não tivesse feito o que fez, lamentaríamos, porque isso significaria que o país teria deixado de acreditar nas suas próprias instituições”, afirmou o chefe da diplomacia guineense em reação ao comunicado da CEDEAO, que anunciou a retirada da sua missão de alto nível, que esteve em Bissau para consultas com atores políticos e a sociedade civil com o objetivo de encontrar uma solução sobre a nova data para as eleições no país, sob ordens de Umaro Sissoco Embaló.

Carlos Pinto Pereira destacou que a missão não agiu de forma legal, tendo violado normas. Ele expressou o seu desagrado pela maneira como a delegação se reuniu com o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular, Fernando Dias, considerando que o único órgão legítimo é a comissão permanente dirigida por Satu Camará, segunda vice-presidente do parlamento.

“A comissão permanente que a CEDEAO consultou foi a comissão liderada pelo deputado Fernando Dias. Não é a comissão permanente que atualmente existe na Guiné-Bissau”, afirmou o ministro, acrescentando que o órgão legítimo está a ser dirigido por Satu Camará, que é considerada pela oposição como uma usurpadora da Assembleia Nacional Popular.

A missão de alto nível da CEDEAO que esteve em Bissau reuniu-se com os partidos da oposição, os quais apresentaram como um dos principais pressupostos a necessidade de “respeitar as instituições para que as eleições se realizem com instituições funcionando de forma efetiva”. Este pressuposto inclui a “reposição e funcionamento efetivo da Comissão Permanente” do Parlamento, para que haja “eleições livres, justas e transparentes”.

 

Por: Ussumane Mané

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