Dia internacional da paz: LGDH ALERTA QUE A ÁFRICA OCIDENTAL E SAHEL ENFRENTAM DESAFIOS QUE AFETAM RELAÇÃO ENTRE ESTADO E CIDADÃO
O presidente em exercício da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) disse, hoje, que o Dia Internacional da Paz está a ser comemorado numa altura em que a África Ocidental e o Sahel enfrentam desafios relacionados com a paz e a segurança.
“Estamos a comemorar o Dia Internacional da paz numa altura em que a África Ocidental e o Sahel enfrentam desafios relacionados com a paz e a segurança que contribuem para enfraquecer as instituições e afetar a relação Estado-cidadão”, diz Abubacar Turé, no seu discurso oficial alusivo a comemoração do Dia Internacional da Paz, cujo ato solene teve lugar na sede do hemiciclo guineense.
Turé, sustenta a ideia com a emergência e proliferação de grupos extremistas violentos, que desafiam a democracia e o Estado do Direito em alguns países da sub-região
“A emergência e a proliferação de grupos extremistas violentos que desafiam a democracia e o Estado de direito nos países como a Nigéria, Mali, Burkina Faso, Níger entre outros, acentuam o clima de medo e insegurança e afetam os esforços de paz, do desenvolvimento sustentável e põem em causa os diretos”, sustenta.
De acordo com os dados do Centro de Estudo de Segurança de África, “a violência extremista, já matou mais de 19 mil pessoas em África, em 2022, traduzido num aumento de 48% em relação ao ano anterior 2021”.
Perante este facto, o responsável interino da organização defensora dos direitos humanos na Guiné-Bissau, Abubacar Turé, convidou todos os atores nacionais a congregarem esforços na prevenção do radicalismo e extremismo violento no país.
“Todos os atores nacionais da Guiné-Bissau, desde autoridades políticas e administrativas, forças de defesa e segurança, lideranças religiosas e tradicionais e organizações da sociedade civil, são convocados para congregar esforços na prevenção do radicalismo e extremismo violento no nosso país”, enfatiza.
O responsável afirma que “apesar de a Guiné-Bissau ser reconhecida como um exemplo inequívoco de tolerância e da convivência étnico-religiosa pacifico, apresenta nos dias que correm um conjunto de fatores sociais, económicos e políticos que facilitam o crescimento de grupo sectários, radicais e violentos, alimentados pelas dinâmicas geopolíticas na sub-região e a instabilidade politica e governativa no âmbito nacional”.
O presidente interino da LGDH defende ainda “a necessidade urgente de adotar, já, medidas preventivas, capazes de mudar o curso dos acontecimentos, sob pena destas fragilidades serem aproveitadas para fomentar o radicalismo e extremismo à semelhança dos outros países da sub-região”.
Recorde-se que o Dia Internacional da Paz, foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2001, e este ano a efeméride está a ser celebrada sob o lema: Ações para a Paz.
Por: Braima Sigá
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