Dia internacional da mulher: DIFERENTES ORGANIZAÇÕES DE MULHERES GUINEENSES CONTRA ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS SÓCIOPOLÍTICOS NA GUINÉ-BISSAU
As mulheres guineenses vestiram de branca com boca amarrada de lenço branco em silêncio, como sinal de protesto perante os acontecimentos sociopolítico da Guiné-Bissau.
Para além do estádio Lino Correia as mulheres realizaram atividade denominada “plantão” frentes às instituições dos órgãos da soberania, incluído o ministério do interior.
Nesta sexta-feira 8 de março as mulheres guineenses através da mensagem lida por Carmelita Pires denunciaram que foram impedidas de manifestar por isso o gesto das mulheres é de agravo perante a grave crise que se vive no país.
“Não nos é permitido manifestar para celebrar e/ou confraternizar no Dia Internacional da Mulher, as manifestações estão proibidas. Por isso vestimo-nos de branco e colocamos um pano na boca, porque amordaçadas, em plantão nos órgãos de soberania e em silencia. Nosso gesto é de agravo perante a grave crise politica que se vive no país, onde mais uma vez, os homens se digladiam pelo controlo do poder, enquanto nós, as mulheres, não somos nem tidas nem achadas. Ninguém parece querer ouvir nossa fala, nossa voz, nossos receios, perante a atual tensão politica”, referiu a mensagem das mulheres guineenses.
Perante a situação de tensão que se vive atualmente na Guiné-Bissau e o seu imprevisível desfecho ninguém se sabe as mulheres guineenses criaram o Movimento “MÁTRIA GUINÉ-BISSAU” como sinal de esperança e união.
Na outra parte da mensagem lida por Beatriz refere que as mulheres guineenses não podiam manter-se em silêncio por isso chamar atenção a toda classe política e castrense para assumirem as suas responsabilidades de proporcionar um ambiente seguro e de estabilidade no país.
“Perante a situação de tensão que se vice atualmente e o seu imprevisível desfecho, não podemos manter o silêncio. Por isso, nós, mulheres, posicionamo-nos em nome do todo o povo guineenses, com a finalidade de chamar a atenção de toda a classe política e castrense, para assumirem as suas responsabilidades de proporcionar um ambiente seguro e de estabilidade no país”, ansiou as mulheres guineenses.
Na mesma mensagem as mulheres lembram que no cansaço e nas suas desesperanças, A NOSSA FALA, A NOSSA VOZ, é para o mundo, para realçar a necessidade vital da solidariedade internacional e do apoio dos doadores na promoção da igualdade de género e da democracia na Guiné-Bissau.
Por: Marcelino Iambi
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