Dia da África: FALHA DE LIDERANÇA MOTIVA ATRASO DO DESENVOLVIMENTO DO CONTINENTE AFRICANO, considera o analista Edson Incopté

O dia 25 de maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objectivo de defender e emancipar o continente africano.

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. Em 2002, a OUA foi substituída pela União Africana, mas a celebração da data manteve-se.

Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.

A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo. Em países como o Gana, o Mali, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbabwe, o Dia da África é um feriado.

Continente Africano

A África apresenta 30.230.000 km² de extensão territorial, distribuídos em 54 países, sendo a Nigéria o mais populoso.

O maior país de África é a Argélia, enquanto o menor é Seychelles. O ponto mais alto da África é o Kilimanjaro (5895 m). O Lago Assal em Djibouti é o mais baixo (155 m abaixo do nível do mar).

É o segundo continente com mais população do mundo e o continente ao qual pertence a grande parte da população desnutrida, e onde se apresentam os maiores problemas sociais da actualidade.

A economia tem sofrido muito com as barreiras comerciais e o colapso global da procura. Os encerramentos de fronteiras com a pandemia da covid-19 têm sido fatais, por exemplo, no sector informal e no turismo. De acordo com cálculos preliminares do Banco Mundial, a produção económica dos países da África Subsaariana diminuiu 3,7% no ano passado.

Para entender outras razões do retrocesso de África nesse dia, a Rádio Sol Mansi ouviu o activista Suaré Balde que defendeu que maior obstáculo ao desenvolvimento do continente tem a ver com a corrupção e desrespeito aos quadros democráticos…

“Penso que é preciso unir esforços, juntar sinergias para poder ter um diálogo forte, sério e inclusivo em relação a conflitos inter-religiosos a nível das diferentes regiões de África que cada vez nos distancia, exemplo de Cabo Delgado e nas diferentes zonas onde se verificam o fundamentalismo ou questão de rebelião com os perturbadores refugiados na guerra santa ou a iniciativa islâmica de modo que não abona qualquer confissão religiosa”, diz acrescentando que “os chefes religiosos precisam de elevar o seus níveis de conhecimento quer na matéria propriamente difundidas para poderem unir diferentes religiões na paz”.

Sobre o maior obstáculo do progresso de desenvolvimento do continente africano, o activista respondeu que “ passa necessariamente pela corrupção e falta de respeito aos ciclos democráticos e a justiça”.

Também nota-se os conflitos étnicos que resultam em guerras civis.

Entretanto, em relação ao conflito na África, pode-se apontar o mais recente fenómeno de aumento de número de mandato com a alteração da Constituição em alguns países africanos. Estamos a referir a Guiné-Conacri com Alfa Conde e Costa do Marfin com Alassane Ouatarra.

Alguns presidentes estão no poder há mais de três mandatos. O Presidente Museveni do Uganda já retirou limites de mandatos. Está entre os cinco presidentes africanos mais antigos, ao lado de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, que está no poder desde 1979. Outros presidentes que mantêm o poder durante décadas incluem Paul Biya dos Camarões – presidente desde 1982; Denis Sassou Nguesso do Congo Brazzaville – no cargo há mais de 36 anos; Idriss Deby Itno do Chade, presidente há 29 anos, entretanto, assassinado 19 de Abril de 2021.

Em termos políticos, a África, em particular na Guiné-Bissau, regista vários retrocessos, como explica o porta-voz da Associação dos jovens pan-africanistas revolucionários, AJOPAR, Braima Camará…

“Se voltamos em 1900 a 1920 onde Marcos Garvei, após a viagem por todo continente e produziu relatório de sofrimento de povo africano, o mesmo acontece neste momento na Guiné-Bissau onde temos políticos que não preocupam com o sofrimento dos povos”, afirmou o activista.

Para entender a evolução no desenvolvimento dos países Africanos, a Rádio Sol Mansi também falou com o seu analista para os assuntos africanos Edson Incopté que aponta a falta de liderança como um dos motivos para os atrasos e os conflitos que se verificam no continente.

“Eu penso que há um factor que dificulta o progresso da África quer dizer que a falha de liderança é um factor que motivou o atraso do desenvolvimento do continente”, constatou.

Em suma, o que temos é um quadro socioeconómico bastante quebrado, e as perspectivas são negativas em relação ao continente.

Por: Nautaran Marcos Có/ Ussumane Mané

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