COLIGAÇÃO PAI TERRA-RANKA CONVOCA MANIFESTAÇÃO POLÍTICA PARA AMANHÃ
A Coligação Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI -Terra-Ranka), vencedora das últimas eleições legislativas de 04 de junho, anunciou, hoje, uma manifestação política para amanhã, quinta-feira, contra a dissolução do parlamento no passado dia 4 de dezembro último.
O anúncio foi feito pelo seu porta-voz, Muniro Conté, em conferência de imprensa realizada na sede nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), dias depois do Ministério do Interior ter proibido todas as manifestações públicas no país.
Conté responsabilizou, por outro lado, o Comissariado Nacional da Polícia da Ordem Pública de qualquer ato violento que vier a acontecer na marcha de amanhã.
“Estamos apenas a cumprir um dever enquanto partido político e ator de participação política e não estamos a fazer nada de extramuros ou contranatural e, daí que queremos chamar atenção e apelar o Comissariado da Polícia da Ordem Pública porque é eles que assinaram o comunicado, vamos responsabilizá-los do tudo que vier a acontecer na marcha, o comunicado configura a ameaça a cidadão que vão exercer livremente um direito que a Constituição da República e a lei lhes outorga”, assegurou.
Para a coligação, “tentar ameaçar cidadãos a não participarem na marcha é um crime de lesa a pátria, não podemos estar num estado de direito democrático e as pessoas estão a fazer nota para interdição do direito fundamental?”.
“Fizemos questão de dar às organizações [internacionais] o conhecimento desta marcha, porque há um princípio básico que é princípio de supra legalidade e vamos fazer a marcha porque há direito que nos assiste e o comunicado do Ministério do Interior não tem a força de lei”, explicou.
Confrontado na ocasião, com o apelo do Chefe de Estado nas últimas semanas, de quem não se contentar com a dissolução do parlamento que avance com ação judicial, Muniro Conté deixou claro que “a Coligação não vai acionar algum mecanismo para o tribunal, porque a decisão do Presidente da República é nula e inexistente”.
Na segunda-feira, o Ministério do Interior e da Ordem Pública, através do Comissariado Nacional da Polícia da Ordem Pública, anunciou a proibição de todos os atos de manifestações públicas e políticas em todo o território nacional, porque o país está a ser confrontado neste momento com o uso e disparo de armas de fogo nos diferentes bairros da capital por pessoas não identificadas.
Salvador Soares, que lidera neste momento o Comissariado Nacional da Polícia da Ordem Pública, afirma que a medida só será levantada se a situação estiver sob controlo.
Por: Braima Sigá
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