COLECTIVO DOS ADVOGADOS ACUSAM PGR DE CUMPRIR AGENDA POLÍTICA EM RELAÇÃO AO CASO ARISTIDES GOMES
O colectivo dos advogados de ex-primeiro-ministro acusa o procurador-geral da Republica de estar a confirmar a sua agenda política ao continuar a produzir processos acusando Aristides Gomes de vários crimes.
Os advogados revelam que o Ministério Público tornou pública pela primeira vez, a suposta existência de dois processos crimes contra cidadão Aristides Gomes junto ao tribunal regional, acrescentando que por conseguinte, ficou implicitamente atribuído o privilégio de fórum ao cidadão pela leitura sensata e lógica do art.º 35 nº2 da lei 14/97 e subitamente, este entendimento deixou de fazer sentido pelo Ministério Público, por simples facto do tribunal de relação ter declarado o desconhecimento de qualquer processo contra Aristides Gomes naquela instância.
Luís Vaz Martins um dos advogados denunciou que o tão falado processo nº 355 de tribunal de relações, foi reproduzido no ministério público com o mesmo número
“ (...) Ele ferido por ter sido flagrado em inventar processos em relação ao caso Aristides Gomes, veio de novo a anunciar que agora se trata de três processos, não dois contra o mesmo cidadão. Afinal pergunta-se: até quando irá parar a fábrica de produzir os processos” questionou para depois acrescentar “ o fracassado processo nº355 do tribunal de Relação, (já foi aliás, desmentido pelo seu presidente) foi reproduzido no ministério público junto ao tribunal Regional de Bissau e curiosamente com o mesmo número, 355. Esta clonagem de processo aconteceu no dia 16 de Outubro, logo após a nossa denúncia tendo sido atribuído ao processo a data de Junho de 2020. Acontece porém que não obstante terem-se esquecido de sujar pelo menos a capa do processo porque aquela capa apareceu limpinha para um processo que advém de Junho do processo ano, portanto, concluímos que o processo foi inventado por não constar o número de livro nem os números das folhas, que é muito estranho”.
Falando da queixa-crime contra a idoneidade do magistrado do ministério público, Vaz Martins diz que “ veio na esteira de um precedente aberto pelo actual procurador-geral de República, que na veste de advogado havia movido dois processos-crime contra o mesmo magistrado. Hoje, por estar ao serviço de interesses inconfessos, o mesmo magistrado se tornou integro, o que no mínimo transparece uma incoerência circunstancial e oportunista”.
Por seu lado, Suleimane Cassamá, um outro advogado, afirmou que a tentativa de garantir a integridade física de Aristides não passa de mais uma intenção de por em causa a vida do antigo primeiro-ministro.
“Somos da opinião que este procurador-geral de Republica (Fernando Gomes) não devia aceitar estas funções por ter sido em várias ocasiões ministro e notamos que aquilo que defendia antes como defensor dos direitos humanos passou a violá-la. Dissemos isso porque ele é suspeito de ter desviado somas avultadas quando exercia a função de ministro da função pública no quadro de recuperação de salários dos funcionários fantasmas”, diz para depois adiantar que a tentativa de garantir a integridade física de Aristides Gomes, não passa de mais uma intenção de forma indirecta de por causa a vida de antigo primeiro-ministro, quer dizer, estamos perante uma autoridade munido de mentiras.
De referir que segundo dos advogados, no alegado processo falsificado tinham sido aplicado a obrigação de permanência e a obrigação de não abandonar as instalações da UNIOGBIS.
Por: Nautaran Marcos Có
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