CEDEAO CELEBRA 50 ANOS COM FORTES DESAFIOS DA DESINTEGRAÇÃO

A Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), celebrou esta quarta-feira, 50 aniversário da sua criação, ocorrido em 28 de Maio de 1975.

A data, cujo lema é “ Juntos somos mais fortes para um futuro mais brilhantes” já tinha sido assinalada pela CEDEAO numa grande celebração em Acra, Gana, com a inauguração do logotipo da CEDEAO e do tema do aniversário.

Ao presidir o ato da celebração, o ministro de Administração Territorial, Aristides Ocante da Silva afirmou que a CEDEAO, pela força da sua economia, constitui um grande deesígnio na sub-regiao.

“ A CEDEAO, pela força da sua economia, representando no conjunto 734, 8 mil milhões de dólares, e pelo seu peso demográfico com uma população de mais de 300 milhões de pessoas, constiui um grande desígnio na nossa organização regional, o que traduz nalgumas realizações importantes como livre circulação de pessoas e bens, direito de residência no espaço CEDEAO, a implementação do passaporte e bilhete biométricos, avanços no comercio intra-regional bem como a liberalização das trocas comerciais e a criação de uma moeda única, a ECO”, sublinhou o ministro.

A representante da CEDEAO no país, Ngozi Ukaeje apontou que os desafios com que confronta a sub-regiao, incluindo a saída do burkina-faso, Mali e Niger, agravaram indubitavelmente os desafios da segurança.

“ Os desafios assustadores com que se confronta atualmente a nossa sub-região, incluindo a saída do Burkina-Faso, Mali e Niger em janeiro de 2024, agravaram indubitavelmente os desafios de segurança na região. No entanto, a CEDEAO prosseguiu a sua estratégia do diálogo para envolver os três países na resolução desta questão. De fato, o presidente da CEDEAO visitou recentemente Mali para participar numa reunião conjunta da Aliança dos Estados do Sahel e da CEDEAO e espera-se que esta estratégia produza resultados positivos.

No que diz respeito às infra-estruturas, a representante sublinha que foram criados projetos rodoviários, aéreos, ferroviários e marítimos para integrar os estados membros. “A organização está a desenvolver auto-estradas para ligar Abidjan e Praia através da Gâmbia, Guiné-Bissau, Guiné, Serra-Leoa e Libéria”.

Por sua vez, o Secretário-geral do ministério dos negócios estrangeiros, Marcelo de Almeida assegurou que as intervenções da CEDEAO, são amplamente reconhecidas e aplaudidas, sem ignorar os complexos desafios que ameaçam os avanços obtidos.

“Ao longo destas cinco décadas, a CEDEAO consolidou-se como um espaço previlegiado de concertação políticas e integração económica entre os nossos estados. As suas intervenções decisivas na prevenção e resolução de conflitos, na defesa daa ordem constitucional, são hoje amplamente reconhecidas e aplaudidas. A Guiné-Bissau tem estado ao lados dos demais estados membros na edificação de uma região mais estavél, mais integrada e mais centrada nas necessidades e aspirações no nosso povo, contudo, não ignoramos os complexos desafios que continuam a ameaçar os avanços obtidos como a instabilidade política em alguns países, ações extremistas e terroristas e as vulnerabilidades económicas”, apontou.

Segundo a representante, a CEDEAO teve outras intervenções no país, nomeadamente a assistencia humanitária em dinheiro às vítimas das cheias na GB atraves de reabilitação de campos de arroz e   escolas em Quinara, Biombo e setor Autónomo de Bissau.

Por. Nautaran Marcos Có

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