Caso Bafatá: PUN QUER DEMISSÃO DO MINISTRO DO INTERIOR
O Partido da Unidade Nacional (PUN) exige aos partidos que sustentam o actual governo a retirada da confiança ao ministro do Estado do Interior, Botche Candé, porque não conseguiu garantir a segurança aos guineenses.
A exigência foi tornada pública, hoje, durante uma conferência de imprensa, pelo Líder do PUN, Idriça Djaló, para posicionar-se sobre o caso a atitude da força de segurança contra os cidadãos “indefesos” na cidade de Bafatá que estavam a exigir o direito à electricidade.
Idriça Djaló espera do primeiro-ministro o pedido de desculpa formal sobre o acto ocorrido no leste do país, assim como do MADEM G-15, PRS, APU PGB e PND para que de imediato retirem a confiança ao ministro de Estado do Interior, “porque se não tornarão co-responsável do acto”.
“Ao primeiro-ministro espero que apresente pedidos de desculpas formais ao povo da Guiné devido a gravidade do acto, por isso não vamos permitir que este acto seja ligado ao acto banal” sustenta o líder do PUN
Djaló considera ainda que a atitude da polícia em Bafatá é mais um crime de violação dos direitos humanos “que dá má imagem a este regime”, por isso o presidente da República deve demitir o Ministro do Estado do interior.
“O ministro do Estado do interior, Botche Candé, não tem condições políticas e morais para continuar no cargo, nesta senda não deveria aguardar a sua exoneração por parte do presidente da república”, atira Idriça Djalo.
O presidente do PUN, Idrissa Djalo, disse que a cena em Bafatá humilha todo o povo da Guiné-Bissau que é reduzido no estatuto do ser humano a um animal.
“Como é possível na terra natal do pai da nacionalidade guineense e dos combatentes da liberdade da pátria para que agentes de forças de segurança tratarem com total insensibilidade e de falta de respeito ao povo da guiné”, lamentou o político.
Para Idriça Djalo, a violação sistemática dos direitos humanos acompanha o bloqueio de todo o país no posto de controlo de forças de segurança que levou à paralisação da actividade económica.
Por: Marcelino Iambi
Imagem: Arquivo
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