CAPITANIA DOS PORTOS DEFENDE AQUISIÇÃO DE MEIOS DE TRANSPORTES MARÍTIMO ADEQUADO À NAVEGAÇÃO ÀS ILHAS
Capitão dos Portos da Guiné-Bissau voltou a defender a urgência do Estado guineense em adquirir meios de transportes marítimos adequados para facilitar as ligações entre as zonas continental e insular.
Em entrevista a radio Sol Mansi, hoje (17), Siga Batista, revelou que não há sinalização marítima para facilitar as circulações, facto que dificulta ainda mais a navegação através das pirogas.
“O nosso mar não tem farol, nem bóia, ou seja, nada que pode sinalizar como deve circular, salvo o canal do rio Geba que são utilizados quando o barco vem para atracagem no porto de Bissau, mas este é insignificante no que diz despeito à necessidade do nosso mar e a urgência maior é para que o Estado adquira os meios adequados para facilitar as circulação das pessoas das zonas insulares, porque mesmo com a sinalização nas pirogas, o risco ainda é maior uma vez que não têm os aparelhos que lhes facilitam a circulação, por isso, é urgente que o Estado adquira navios que possam circular sem grandes riscos”, aconselhou Siga Batista.
Questionado sobre a intensidade das chuvas que neste ano tem constituído preocupação, o capitão dos Portos, defendeu que a mesma preocupação está a ser sentida nas navegações marítimas e por isso aconselha os navegadores a abdicarem de qualquer tentativa de viagem quando o tempo não é favorável.
“O Mar não está bem neste período, podem maginar, todos os dias, recebemos gritos de socorros, só que com esta intensidade das chuvas mas o que é certo, é que a situação não está bem e sobretudo quando chove, o capitão fica com pouca visibilidade, por isso que aconselhamos as pessoas a evitarem quando o tempo não é favorável” acrescentou.
O capitão dos portos da Guiné-Bissau informou por outro lado que a ligação entre as zonas continental e insular foi retomada desde o anúncio que autoriza a circulação entre as regiões e o centro do país, respeitando todas as recomendações sanitárias anunciada para o combate a propagação do novo coronavírus, que já infectou mais de 2.000 pessoas no país.
Por: Braima Sigá
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