Campanha de comercialização de caju: INTERMEDIÁRIOS QUEREM REDUÇÃO DA TAXA DE ESCOAMENTO DE CAJU PARA BISSAU
O presidente de Associação Nacional dos Intermediários dos Negócios da Guiné-Bissau afirmou que até hoje nem um quilograma de castanha de caju foi transportada para Bissau para exportação.
Lassana Sambu que falava só a Rádio Sol Mansi justificou a situação com a aplicação da taxa de escoamento de 15 francos cfa, custo aplicado ao agricultor, aos intermediários.
“ Os intermediários solicitam o governo a reduzir a taxa de escoamento viabilizando assim o escoamento da castanha dos pomares para a cidade Bissau. Nem um quilograma de castanha de caju chegou a cidade para a exportação por causa desta taxa”, diz acrescentando que “ ficou acordado que no escoamento da castanha de caju, o intermediário tem que pagar uma taxa de 13 francos e os 15 francos, serão suportados pelo agricultor o que não está a ser verificado uma vez que esta taxa foi acumulada ao intermediário”.
Por outro lado, o responsável explica que esta taxa dificulta os intermediários tendo em conta que o exportador não considera a taxa de 15 francos nos seus custos.” Os intermediários podem pagar os 13 francos, mas os 15 francos lhes dificultam uma vez que o exportador não vai considerar nas suas estruturas dos custos, os 15 francos aplicados agora ao intermediário”.
Entretanto, pediu aos intermediários a escoaram as castanhas uma vez que a associação vai continuar a negociar com os grandes financiadores para partilhar a referida taxa de escoamento para viabilizar o escoamento da castanha. “ Também até esta data, vários empresários deste ramo não chegaram ao país para a campanha porque ainda não foi aberta a balança que simboliza que a castanha de caju já se encontra nos armazéns”.
Ao ministério do comércio, o presidente da associação chamou a atenção pelas cobranças ilícitas que estão a efectuar aos intermediários.
Por: Nautaran Marcos Có
- Created on .

