Biodiversidade: GUINÉ-BISSAU NO PICO DA DEGRADAÇÃO DE MANGAIS

 

 A Guine Bissau atingiu o pico máximo em termos dos indicadores da degradação das florestas de mangais (tarrafes).

A conclusão foi o resultado de uma visita de intercâmbio efectuada por especialistas nacionais e sub-regionais sobre técnicas de restauração de mangais na Guiné-Bissau no âmbito de um projecto financiado pela união europeia denominado (UE) PAPBio, que visa promover o desenvolvimento económico autónomo, sustentável e inclusivo, respondendo aos desafios das alterações climáticas.

O programa deverá conseguir uma protecção integrada da biodiversidade e dos ecossistemas frágeis e uma maior resiliência às alterações climáticas na Guiné-Bissau e restantes países.

Durante a conferência de imprensa esta terça-feira para fazer ponto de situação das constatações feitas durante as visitas, o representante do gabinete de planificação costeira, (wetlands internacional) na Guiné-Bissau Joãozinho Sá, afirmou que a situação da degradação situa-se numa classificação máxima.

“ A degradação é máxima porque se notarmos, há actividades no país para a sobrevivência como por exemplo, as actividades de agricultura no solo de mangal o que implique que para fazer agricultara neste solo, a pessoa tem que proceder ao corte de mangal para utilizar o espaço para cultivo do arroz e outros produtos”, constatou.

Joãozinho Sá enumerou alguns factores motivantes desta situação, como aumento de cortes dos mangais para actividades de pesca e a morte natural devido as mudanças climáticas.

“O país regista aumento das actividades e práticas que está a contribuir na degradação das florestas dos mangais e somado com a morte natural caracterizado pelas mudanças climáticas tornando a situação ainda mais preocupante”, notou.

O projecto de gestão de florestas envolve 8 países nomeadamente Guiné- Bissau, Senegal, Gambia, Costa do marfim, Togo, Libéria e Benim, com o objectivo global de alcançar a protecção integrada da diversidade e dos ecossistemas frágeis dos mangais em africa ocidental e a sua maior resiliência as alterações climáticas.

Por: Amadi Djuf Djaló

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