ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES DA GUINÉ-BISSAU EXCLUÍDAS NO COMBATE AO CORONAVÍRUS.
A afirmação de Lazaro Barbosa foi registada na entrevista só à Rádio Sol Mansi, momento após à recepção dos produtos alimentares ofertados pela UDMU à federação das Pessoas com deficiência, no âmbito do combate e prevenção do coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19.
Segundo Lazaro, o objetivo do desenvolvimento sustentável não visa exclusividade da classe social.
“As decisões que estão sendo tomadas não envolvem as pessoas com deficiências, por isso, considero-as da exclusão duma parte da sociedade guineense, em todos os processos de combate e prevenção do Coronavírus. Digo isso, porque, o desenvolvimento sustentável não visa exclusividade da classe social, em particular no nosso caso”, afirmou o Presidente da Federação das pessoas com deficiências.
Barbosa apelou ainda a todos, a revisão do processo de inclusão para que haja a participação das pessoas com deficiência na esfera da tomada da decisão.
“Pedimos que sejam revidos os processos de inclusão, para que possa haver a participação das pessoas com deficiências nos processos da tomada da decisão e de combate e prevenção da Covid-19”, apelou.
Lázaro disse que, apesar de Associação ter mantido o encontro com o governo em funções, mas até então não houve uma resposta satisfatória.
“Até então não temos algum gesto de governo à Federação das Pessoas com Deficiências, apesar de teríamos mantido o encontro com alguns membros de governo, mas no entanto, não houve nenhuma resposta satisfatória” adiantou Barbosa.
As pessoas com deficiência na Guiné-Bissau estão a ser excluídas no processo de combate e prevenção do Coronavírus, numa altura em que o país já registou 820 casos de infecções, 26 recuperações e duas mortes, liderando lista dos países africanos da língua portuguesa com mais números de contágios.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Quina Nhaté
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