ASSOCIAÇÃO DENUNCIA ALEGADOS ABUSOS CONTRA GUINEENSES NA MAURITÂNIA

A Associação dos Filhos da Guiné-Bissau na Mauritânia denuncia o que considera ser abuso por parte do Governo da Mauritânia contra os estrangeiros residentes neste país do Magrebe, com destaque para os cidadãos guineenses.

A denúncia foi tornada pública numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi pelo porta-voz da associação, na sequência de uma carta aberta dirigida ao Governo de Transição solicitando uma intervenção urgente e direta junto das autoridades mauritanas, com vista a encontrar uma solução rápida e justa que garanta a proteção e a dignidade dos cidadãos guineenses no exterior.

O porta-voz, Isnaba Na Bedinga, afirmou que há vários anos a associação tem vindo a denunciar a difícil situação enfrentada pelos guineenses na Mauritânia, mas sem que, até ao momento, as autoridades tenham conseguido resolver o problema.

“O Governo da Mauritânia tem vindo a abusar dos estrangeiros, principalmente dos guineenses em Nouakchott. Acho que somos o povo que mais sofre, apesar das denúncias que fizemos há anos”, realçou Isnaba.

Na Bedinga denunciou ainda deportações de guineenses, sobretudo na zona fronteiriça com o Mali, situação que considera preocupante. Como exemplo, citou o caso de uma mãe que terá sido deportada, deixando a criança em casa, facto que classifica como desumano.

“É muito lamentável a situação que os guineenses enfrentam. Deportam mãe o filho fica; pai é deportado quando sai do trabalho, enquanto a família o aguarda. É triste o que está a acontecer”, lamentou Isnaba Na Bedinga.

O porta-voz criticou ainda o tratamento que os guineenses dizem estar a sofrer naquele país do Magrebe, sublinhando que várias denúncias já foram apresentadas junto do Governo da Guiné-Bissau, na esperança de que sejam encetadas diligências diplomáticas para pôr fim à situação.

“Esta injustiça que estamos a enfrentar na Mauritânia já foi denunciada várias vezes. Estamos cansados e fartos de pedir uma solução diplomática, mas até agora nada foi resolvido”, referiu Na Bedinga.

A associação denuncia ainda que alguns guineenses residentes em Nouadhibou, a segunda capital, estariam a ser impedidos de sair voluntariamente da Mauritânia para regressar à Guiné-Bissau, podendo fazê-lo apenas através de processos de deportação, segundo testemunhos citados no documento.

A situação já é do conhecimento do Governo, através da Rádio Sol Mansi, e, segundo informações disponíveis, está a ser analisada pelas autoridades competentes.

Por: Marcelino Iambi

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