Apagão em Bissau: HOSPITAL NACIONAL SIMÃO MENDES SEM ENERGIA E SERVIÇOS FUNCIONAM COM DEFICIÊNCIA

No Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) os serviços funcionam à meio-gás e até os serviços de cirurgia foram suspensas, na sequência do apagão registada já há mais de 24 horas na capital Bissau.

A Rádio Sol Mansi esteve neste maior centro hospitalar do país e constatou que alguns serviços não estão a funcionar e inclusive o Bloco Operatório, porque segundo fontes oficiais, o grupo gerador que fornece a corrente elétrica a este centro hospitalar, não tem a capacidade para abastecer todo o hospital.

A direção do HNSM foi obrigada à pedir ajuda de pessoas de boa vontade, para ajudar no abastecimento em água potável para o funcionamento do mesmo.

Durante a estada do repórter da RSM neste maior estabelecimento de saúde, constatamos que algumas pessoas estavam à voltar para a casa, apesar de estarem a precisar de um tratamento médico urgente. Um jovem que deveria ser operado de urgência teve que voltar para a casa, porque o hospital não tinha condições para o funcionamento.

Igualmente, constatamos que uma senhora que apresentava sinais de dores fortes disse que teve que recorrer á um outro centro médico, porque não conseguiu ser atendida no “Simão Mendes”.

Uma fonte contou a RSM que a situação é alarmante neste momento no HNSM e em alguns centros de saúde que estão de mãos atadas devido a falta de eletricidade que se verifica no país.

“A situação é muito triste, temos qui médicos que vieram realizar consultas e operações na área de oftalmológica, mas estão parados e sem poder trabalhar, e é muito triste”, disse uma fonte junto do hospital.

A RSM sabe que nas próximas horas a direção do HNSM irá promover uma conferência de imprensa, para explicar a real situação do hospital, e consequentemente para apelar apoios para ultrapassar a difícil situação do hospital.

Igualmente, a RSM esteve no Palácio do Governo e constatou que ao contrário do que se verifica no HNSM os serviços funcionam na sua totalidade, e a maioria das salas estavam com ar condicionado ligados.

Neste momento, a falta da corrente elétrica afeta, além dos hospitais, os serviços do Aeroporto e as instituições públicas e privadas. A maioria dos estabelecimentos tiveram que recorrer ao gerador para poderem funcionar normalmente.

O constrangimento é enorme e espera-se que a situação seja resolvida ainda hoje, porque o constrangimento é enorme e a situação da segurança pública também está em causa.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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