AEROPORTO DE LISBOA TORNA-SE SALA DE ESPERA INDEFINIDA PARA ESTUDANTES GUINEENSES

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Carlos Pinto Pereira, afirmou que o governo não tem como intervir diretamente na retenção, em Lisboa, de 41 estudantes guineenses. Segundo ele, ao país resta apenas apelar à boa vontade do Estado português para a libertação dos estudantes.

O ministro fez estas declarações hoje, numa breve comunicação à imprensa, a partir de Portugal, onde se encontra reunido com o seu homólogo português, com o objetivo de avaliar mecanismos que permitam uma solução para a situação.

Também hoje, numa nota publicada no Facebook, o Secretário de Estado das Comunidades, Cipriano Mendes Pereira, manifestou solidariedade para com os estudantes retidos em Lisboa e, ao mesmo tempo, apelou à calma e à serenidade de todos os envolvidos, na firme esperança de que o problema seja resolvido no mais curto espaço de tempo.

Ele garantiu que mantém contacto permanente com os Serviços Consulares e com o Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, que está a acompanhar de perto o caso dos 41 estudantes.

Entretanto, segundo relatos dos próprios estudantes, as autoridades portuguesas deram-lhes até sexta-feira para apresentarem a documentação exigida à chegada ao país. Caso contrário, poderão ser repatriados.

Ainda esta tarde, a partir das 16 horas (horário da Guiné-Bissau), estudantes guineenses residentes em Portugal irão realizar uma manifestação no Aeroporto de Lisboa, exigindo a libertação dos 41 compatriotas que enfrentam atualmente uma situação delicada.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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