ACOBES ACUSA EMPRESA ORANGE DE VIOLAR DIREITO DOS CONSUMIDORES
Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) considera de violação flagrante aos direitos dos consumidores por falta de serviço da empresa de Telecomunicação Móvel “Orange” há uma semana, nas ilhas de Bubaque.
As considerações foram ouvidas, esta segunda-feira, pela rádio Sol Mansi, dias depois que os consumidores de Bubaque protestam a falta do serviço e da explicação por parte da empresa quanto à origem da avaria da rede, que já vai a uma semana.
Segundo secretário-geral de ACOBES, Bambo Sanha, a situação é preocupante, porque uma empresa não deve pensar apenas em ganhar os lucros.
“Para nós é uma situação extremamente preocupante, porque pensamos que o investimento de uma empresa não é apenas para ganhar os lucros, mas para fazer um retorno na prestação do serviço de qualidade para que os consumidores possam sentir satisfeitos. As insatisfações continuam, os prejuízos continuam e essas populações [de Bubaque] já estão há uma semana sem comunicar e isso é uma violação flagrante do direito dos consumidores que é um direito de comunicação”, atira o responsável da ACOBES.
Bambo Sanha lamentou a passividade do executivo em resolver os transtornos das empresas de telecomunicações no país. Exortando, por outro lado, a Autoridade Reguladora Nacional (ARN) a accionar os mecanismos para ultrapassar as péssimas qualidades dos serviços prestados a população.
A situação da falta de rede em Bubaque, já mereceu a reacção por parte da empresa Orange, através de uma nota.
Em nota enviada ao correio electrónico da rádio Sol Mansi, a empresa diz que, “desde o dia 10 de Setembro, tem vindo a registar instabilidade da rede Orange no sector de Bubaque, a que se seguiu um corte total do sinal com dificuldades para as equipas intervirem devido aos regulamentos portuários nesta situação pandémica”.
Na nota emitida pela empresa, foi formulado um pedido de desculpa pelo incómodo causado aos clientes, afirmando que “todas as equipas de Orange estão mobilizadas para restaurar o sinal o mais rapidamente possível”.
Entretanto, a RSM tentou, mas sem sucesso, obter a reacção da ARN.
Por: Braima Sigá
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