Religião: DIOCESE DE BAFATÁ CELEBRA 24 ANOS DE CRIAÇÃO
A Diocese de Bafatá celebra hoje, 13/03, 24 anos da sua criação, um marco significativo na caminhada de fé do povo de Deus na Guiné-Bissau. Neste dia, o bispo nomeado para a diocese, Dom Vítor Luís Quematcha, destaca a importância deste momento para a Igreja no país.
Em mensagem enviada a partir da Itália, Dom Vítor Quematcha ressalta que a criação da Diocese de Bafatá não apenas contribuiu para atenuar os desafios territoriais da Diocese de Bissau, mas também impulsionou um novo dinamismo missionário. Ele recorda que, no momento da sua fundação, a diocese contava com apenas nove paróquias.
Atualmente, segundo o bispo nomeado, o número de paróquias já chegou a 14, evidenciando o crescimento e a vitalidade da missão evangelizadora, fruto do trabalho dedicado do saudoso bispo Dom Pedro Carlos Zilli e seus colaboradores.
"Ao celebrarmos 24 anos da criação da nossa diocese, sinto e creio que o Senhor nos convida a reconhecer que somos uma só família de Deus, um só povo de Deus, e que Jesus deseja reinar em nossos corações", afirma Dom Vítor Quematcha em sua mensagem dirigida aos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos da Guiné-Bissau.
Fazendo referência à Sagrada Escritura, o bispo lembra que o número 24 representa a plenitude do povo de Deus, pois as doze tribos de Israel e os 12 Apóstolos simbolizam todos os povos da terra. "Nós, ao sermos incorporados à Igreja pelo Batismo, tornamo-nos membros do povo de Deus", reforça.
No livro do Apocalipse, acrescenta Dom Vítor Quematcha, o autor sagrado menciona os vinte e quatro anciãos que se prostram diante d'Aquele que está sentado no trono, adorando Aquele que vive para sempre (Ap 4,14). Essa passagem recorda a todos que somente Deus é digno de honra e louvor.
Criada em 13 de março de 2001, a Diocese de Bafatá abrange as regiões de Bafatá, Gabú, Quinara, Tombali e Bolama. Após o falecimento de seu primeiro bispo, Dom Pedro Zilli, em 8 de março de 2021, o Papa nomeou Frei Luís Vítor Quematcha como novo bispo para dar continuidade à missão evangelizadora na diocese.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

