DOM LAMPRA APELA OS GUINEENSES A CONTINUAREM À LUZ DOS PRINCÍPIOS DA NÃO-VIOLÊNCIA

O bispo da diocese de Bissau, Dom José Lampra Cá, pede que todos os guineenses optem pelo princípio da não-violência construindo um mundo onde todas as pessoas, independentemente da sua cultura, vão poder viver em paz.

O bispo fez o pedido numa entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), em referência ao relatório anual do governo norte-americano em relação à liberdade religiosa no mundo que alerta para o aumento do extremismo religioso na Guiné-Bissau.

No relatório divulgado pelo Departamento de Estado Norte Americano e, partilhado pela DW África lê-se que alguns líderes religiosos manifestam preocupação com o alastrar do extremismo religioso na Guiné-Bissau.

Diante desta situação, Dom Lampra disse que este alerta deveria ser uma preocupação de todas as pessoas que acreditam em Deus, mas o certo é que “ninguém fica contente com estas reações deploráveis que constatamos e que está quase a invadir o mundo”.

“Quando não conseguimos pôr ordem nas suas vidas individual ou coletiva usamos parâmetros que são desequilibrados ou queremos que a nossa vontade prevaleça e usamos violência é claro que vamos ter este tipo de comportamento. Não convém responder da mesma forma e devemos continuar à luz dos nossos princípios da não-violência, rezar e mostrar que é possível vivermos, embora de diferentes culturas, num ambiente de paz”, disse o pastor da Igreja católica.

O bispo da diocese de Bissau pede ainda os jornalistas a usarem mecanismos pacíficos para desencorajar atos de violência no mundo.

O relatório anual do governo norte-americano sobre liberdade religiosa no mundo lançado há 5 dias é referente ao ano de 2021, e, no que se refere à Guiné-Bissau, diz que, embora os Estados Unidos não tenham representação diplomática em Bissau, um representante do Governo norte-americano reuniu-se em Outubro passado com os líderes islâmicos e católicos no país, para discutir questões como a tolerância e coexistência, bem como a sua preocupação com o aumento do extremismo religioso.

Segundo a mesma fonte, alguns destes líderes acusaram o governo de não fazer o suficiente para combater a ameaça do extremismo e um deles alertou que uma percentagem pequena, mas crescente, de mesquitas e escolas islâmicas no país, financiadas por islamitas sediados no estrangeiro, eram potenciais incubadoras de radicalismo, promovendo ideias que conflituam com as tradições mais moderadas das restantes mesquitas do país.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

 

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