A Rede Nacional de Luta contra Violência Baseada no Género (RENLUV) publicou esta terça-feira (10/12) o estudo actualizado sobre a situação e tipologia de violência contra mulheres e crianças na Guiné-Bissau.

O estudo registou 24.285 casos denunciados nas diferentes instituições de atendimentos ao longo dos anos 2010-2018 contra 23.193 casos de violências cometidas contra mulheres no anos 2006-2010.

A cerimónia de abertura foi presidida pelo ministro do interior Juliano Fernandes que na ocasião afirmou que é urgente alicerçar alianças para eliminar todas as formas de descriminação baseada no género.

“ Urge alicerçar alianças entre as diferentes forças vivas da sociedade em torno da implementação das políticas tendentes a eliminar todas as formas de descriminação baseada no género (..). Nenhuma sociedade que pretende atingir um desenvolvimento sustentável pode dar-se ao luxo e ao desplante de segregar, violentar e discriminar as mulheres porque elas representam as colunas vertebrais das famílias”, afirmou o ministro.

Já em representação da ONU-mulher, Silvie sublinhou que os mecanismos institucionais de coordenação para o sector de violência baseada no género, são fracos e pouco coeso. “ Então é uma responsabilidade do estado de coordenar e actuar serviços. A atitude da autoridade do homem continua a ser agressiva, permissiva pautando a justiça pela morosidade, a impunidade, de parentesco o de aceitando aliciamento nos processos de casos de violências associados às mulheres”.

Entretanto, a presidente da RENLUV Aissatu Indjai explicou que a actualização desse estudo tem como propósito permitir actualizar a situação de violências que as mulheres continuam a ser alvos, “ permitindo assim a sua melhor adequação as demandas do momento, no sentido de traçar estratégias para contornar a situação de violação flagrante dos direitos fundamentais da camada maioritária da Guiné-Bissau”.

Os principais resultados do estudo mostram que a violência baseada no género faz parte do quotidiano bissau-guineense e ainda as comunidades continuam a ocultar as informações que impedem actuação da justiça.

Por: Nautaran Marcos Có

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