NAÇÕES UNIDAS DESTACA SUCESSO DA GUINÉ-BISSAU NO CUMPRIMENTO DA META SOBRE AÇÃO CLIMÁTICA

A Coordenadora Residente Interina do Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Alexandra Casazza, admite hoje que o país tem dado um passo importante no cumprimento da meta dos objetivos de desenvolvimento sustentável sobre ação climática.

Na abertura do Diálogo Nacional e Técnico sobre Ação Climática organizado pelo sistema das Nações Unidas no país, a diplomata destacou que o sucesso da Guiné-Bissau sobre ação climática representa um marco fundamental que sinaliza a liderança do país em resiliência climática e desenvolvimento sustentável.

Alexandra Casazza, apontou que mesmo com recursos limitados, o compromisso estratégico e a ação impulsionada pelo governo e pelas comunidades, podem gerar avanços mensuráveis na resposta aos riscos climáticos.

“Felicito agora a Guiné-Bissau e o seu governo por ter alcançado o objetivo sobre a ação climática, o ODS 13, e por iniciar o processo para a elaboração da primeira política nacional de energia”, enfatizou a diplomata no encontro do Diálogo Nacional que reuniu em Bissau, organizações e especialistas ligados ao ambiente, sociedade civil e membros do governo cujo o propósito é disseminar o comunicado do secretário-geral das Nações Unidas sobre a oportunidade de impulsionar a era das energias limpas.

António Guterres, destaca que no ano passado foram investidos 2 bilhões de dólares em energias limpas, ou seja, 800 mil milhões a mais do que em combustíveis fósseis, representando um aumento de quase 70% em dez anos.

No seu discurso de abertura, o ministro do ambiente, biodiversidade e ação climática, Viriato Soares Cassamá, exorta os países desenvolvidos a materializar os seus compromissos de recapitulação do Fundo Verde do Clima. Para Cassamá, o caminho da Guiné-Bissau para a resiliência climática e prosperidade verde depende da capacidade de transformar as ameaças climáticas em oportunidades de desenvolvimento.

“A Nossa ambição exige mais cooperação internacional, justiça climática, mobilização urgente de financiamento, acesso facilitado de tecnologia verde e reforço das capacidades institucionais”, declarou.

A meta principal da COP29 foi estabelecer um novo objetivo financeiro para apoiar países em desenvolvimento na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco em triplicar o financiamento climático anual para 300 bilhões de dólares até 2035. Além disso, a conferência buscou avançar nas discussões sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa e a transição para energias limpas, com o objetivo de manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C. 

Para este ano, a COP30, que acontecerá no Brasil, é aguardada com grandes expectativas, especialmente por ser considerada a "COP da implementação". O evento busca avançar na implementação do Acordo de Paris, com foco em resultados mais ambiciosos e tangíveis. 

Por: Ussumane Mané

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