BOAD COLOCA A DISPOSIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU 30 BILHÕES DE FRANCOS CFA PARA O PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO DA CASTANHA DE CAJU
O Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) colocou a disposição da Guiné-Bissau 30 bilhões de francos cfa para criação da sociedade mista para o processo de transformação da castanha de caju.
“ BOAD coloca a disposição do país, um montante de 30 bilhões de francos cfa para a criação da sociedade mista que deve começar a trabalhar na transformação da castanha de caju, trazendo mais ganhos ao país”, adiantando que o governo está a trabalhar com Bancos, sobretudo BOAD no sentido de colocar a disposição da Guiné-Bissau, meios necessários para de fato iniciar com o processo de transformação.
A revelação é feita esta quinta-feira pelo diretor-geral do comércio interno, Abulai Mané que adiantou que o governo está empenho em mobilizar os parceiros para financiar todos os operadores que trabalham na área de trasnformação para que possam apostar no vertente de castanha de caju.
Em termos de balanço da campanha de comercialização da castanha de caju, o dirigente sublinhou que em termos numérico, o ano 2025 superou 2024, tendo escoado no ano passado 252 mil toneladas, e exportou 210 mil toneladas
“ No ano 2024 conseguimos escoar 176 mil toneladas, exportando 163 mil toneladas. No ano 2025, escoamos 252 mil toneladas, 210 mil toneladas esportadas. Em termos numérico, ano 2025 superou 2024 e também o preço de referência existente em 2024 foi de 300 francos cfa e base tributária de 800 dólares toneladas FOB (Livre a Bordo). Enquanto que no ano 2025, havia uma base tributária de mil dólares para toneladaFOB, preço de referência 410 francos cfa por kilo. Porntanto, com tudo isso, o país tem estado a melhorar, quer a nível da produção como a nível do escoamento e consequentemente a nível da sua exportação”, explica Mané.
Apesar da abertura da campanha de comercialização da castanha de caju estar previsto para o início do mês de março próximo, Mané afirma que governo aguarda a fixação do preço de referência pelo mercado sub-regional, sobretudo, o mercado de Costa de marfim e da Tanzânia.
NB: FOB “Free On Board” ou “Livre a Bordo”. Nesse modelo, o comprador (importador) assume os custos e os riscos do transporte a partir do momento em que a mercadoria é colocada a bordo do navio no país de origem. Ou seja, o vendedor é responsável apenas até o momento que antecede o embarque da carga.
Por: Nautaran Marcos Có
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