SESSÃO DE FAJONQUITO SEM AMBULÂNCIA E LUZ ELÉCTRICA

Os técnicos de centro de saúde de Fajonquito, sector de Contuboel, estão preocupados com o não funcionamento da ambulância devido a falta de manutenção técnica na sequência de bloqueio das contas em relação ao desvio dos 100 milhões de francos cfa, tirados na conta dos centros de saúde da região de Bafatá.

A falta de ambulância tem criado situações constrangedoras que colocam em risco a vida das pessoas. Para a evacuação, os doentes são levados em carros de transportes públicos e sem mínimas condições desejadas.

Falando á Rádio Sol Mansi (RSM), Elsa Gomes Indami, uma das responsáveis do referido centro, a ambulância ficou parada devido ao bloqueio das contas após a alegada falha do procedimento no levantamento dos 100 milhões de francos CFA nas contas bancarias de alguns centros de saúde que compõem a região sanitária de Bafatá.

“Estamos sem energia e as vezes durante o parto perdemos a energia eléctrica e isso criou pânico, mas graças a Deus um acompanhante tinha telemóvel em mão e isso foi o que ajudou a salvar a vida da mãe e da criança”, disse.

A situação é preocupante sobretudo nesta época em que se regista mais caso de paludismo. Esta situação vem só juntando ao problema que se verifica em maioria dos centros de saúde e hospitais do país.

Elsa Indami explica que diariamente 5 ou mais partos são registados por dia no centro de Fajonquito que atende cerca de 100 secções, mas, devido a falta do espaço as mulheres por vezes deitam no chão depois do parto.

Apesar da dimensão do território ou da densidade populacional de Fajonquito, Elsa Indami informa á RSM que o centro funciona apenas com 5 técnicos e todas as intervenções cirúrgicas médicas são feitas em Bafatá.

“Com a indisponibilidade de ambulância, agora a família do paciente tem que suportar o custo de transporte para a evacuação caso ambulância de Bafatá estiver ocupado”, explica.

As precariedades do sistema sanitário do país, sobretudo nos interiores, continuam a ser um cancro na Guiné-Bissau.

Na quinta-feira, o ministro de saúde Pública, Dionísio Cumba, reconheceu que os centros de saúde do interior do país estão em situações piores para atendimento dos doentes.

Dionísio promete advogar com os responsáveis máximos do país para que o país possa ter hospitais e centros de saúde em melhores condições.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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