DESAFIOS DA EXPANSÃO HABITACIONAL DAS ZONAS URBANAS PREOCUPAM OS PARCEIROS E AUTORIDADES NACIONAIS
O chefe da cooperação da União Europeia na Guiné-Bissau disse, hoje, que o setor urbano do país enfrenta diversos desafios com a expansão habitacional das zonas urbanas, ampliação dos bairros precários acompanhados de desgastes dos ecossistemas.
“O setor urbano da Guiné-Bissau enfrenta diversos desafios relacionadas entre outro com a expansão habitacional das zonas urbanas, ampliação dos bairros precários acompanhados de desgastes dos ecossistemas”, diz esta manhã, Fernando Trabada Crende, na abertura da Reunião Ordinária do Comité Nacional de Pilotagem do Programa Cidades Verdes e Inclusivas, financiado pela delegação da União Europeia na Guiné-Bissau.
Para enfrentar estes desafios, segundo o chefe da cooperação do bloco europeu na Guiné-Bissau, “a União Europeia em parceria com o governo da Guiné-Bissau elaborou o programa cidades verdes e inclusivos que tem como objetivo a melhoria das condições de vida urbana bem como da qualidade e da eficácia dos serviços municipais e locais. O programa cidades verdes e inclusivas visa criar oportunidades e emprego aos jovens e promover a adoção de práticas sustentáveis para proteger o meio ambiente, fortalecendo as resiliências das cidades às alterações climáticas”.
No entanto, o ministro da Administração Territorial e Poder Local e igualmente, presidente do Comité Nacional de Pilotagem do Programa Cidades Verdes e Inclusivas, Aristides Ocante da Silva, admitiu que o país está confrontado com grandes desafios, por isso, é preciso que tenha um instrumento de gestão.
“Na realidade, todos nós aqui presentes estamos confrontados com grandes desafios, são desafios mundiais, regionais mas, sobretudo desafios nacionais na medida em que a Guiné-Bissau precisa de ter instrumento de gestão para que efetivamente possamos pensar em ter um desenvolvimento durável, o desenvolvimento durável passa pela planificação e pela gestão, digo vos que são enormes porque na realidade sem ter a planificação nós não podemos efectivamente alcançar os nossos objectivos mas, essa planificação é mesmo estratégico, nós sabemos em que estado se encontra as nossas cidades”.
A Reunião Ordinária do Comité Nacional de Pilotagem do Programa Cidades Verdes e Inclusivas antecedem, o início amanhã do primeiro Simpósio Internacional sobre o ordenamento do território na Guiné-Bissau, onde serão abordados desafios e perspectivas, para busca dos caminhos para o desenvolvimento sustentável e na redução dos equilíbrios territoriais em zonas rurais e urbanas.
Por: Braima Sigá