03 de agosto: “INFELIZMENTE ESTA É A REALIDADE DO NOSSO PAÍS”, disse Júlio Mendonça depois de policiais terem impedido marcha pacífica

As forças da Defesa e Segurança dispersam dezenas de manifestantes da Frente Popular e da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), ala de Júlio Mendonça, que estavam a agrupar-se para uma marcha pacífica alusiva à comemoração do dia dos trabalhadores guineenses.

Os manifestantes estavam agrupados em frente ao parlamento para uma manifestação pública, mas as forças de seguranças chegaram nas suas viaturas com fardas, casquetes e gás lacrimogêneo e informaram que a manifestação não foi autorizada.

No momento os manifestantes tentavam iniciar a marcha as forças de segurança começaram a intervir impedindo a concentração dos manifestantes, sabendo que não conseguiriam realizar a marcha, os manifestantes tentaram depositar coroas de flores no jardim em frente ao parlamento, mas mesmo assim foram impedidos pelas forças de segurança.

Não havendo outras alternativas para a manifestação, o grupo deslocou-se ao escritório de Júlio Mendonça, que fica a escassos metros do parlamento, mas de novo foi seguido pelas forças de seguranças que dispersaram o grupo e inclusive os que fugiram para o interior das instalações foram retirados de lá de dentro.

Durante a intervenção policial, a Rádio Sol Mansi tentou gravar uma entrevista com Júlio Mendonça, mas o nosso repórter foi agredido fisicamente pelas forças de segurança.

Mas mesmo sendo a entrevista interrompida, nas poucas palavras, Júlio Mendonça lamenta a situação.

“Infelizmente esta é a realidade do nosso país”, disse Júlio Mendonça, interrompido pelas forças de segurança que ordenaram o abandono do local.

Refira-se que a Frente Popular e a UNTG, ala de Júlio Mendonça, fizeram uma única frente para a manifestação de hoje, e confirmaram, esta semana, que a marcha era do conhecimento do Ministério do Interior.

Esta não é a primeira vez que as forças de segurança impedem manifestações públicas no país, facto condenado e criticado por várias organizações nacionais e internacionais.

 

Por: Turé da Silva

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