VITOR TCHONGO CONDENADO A OITO ANOS DE PRISÃO E EXPULSO DAS FORÇAS ARMADAS
O ex-comandante geral da Guarda Nacional coronel Victor Tchongo, condenado por um tribunal militar, a oito anos de prisão efetiva e a pena acessória de expulsão das Forças Armadas.
A condenação consta de uma sentença lida esta segunda-feira, na Base Aérea de Bissalanca, que para além da prisão efetiva ao ex-Comandante da Guarda Nacional, foi também expulso da carreira militar.
Para além do ex-Comandante, o Tribunal Militar condenou igualmente a nove anos de prisão efetiva, Ramalhano Mendes, antigo Chefe das Operações da Guarda Nacional, enquanto Lamine Camará foi sentenciado a sete anos e consequentemente expulso da força armadas.
Em reação à leitura do acórdão que condenou os três ex-Chefes da Guarda Nacional, o porta-voz do coletivo dos Advogados Wulqueia Sib Nate, considera que a condenação de Vítor Tchongo não foi feita de uma forma justa.
“Não foi uma condenação justa, na justa medida em que Vítor Tchongo foi acusado de sete crimes, a promotoria de justiça militar deixou cair os seus crimes ficando apenas o crime de sequestro e, neste caso, o próprio coletivo falou numa contradição insanável”, indignou o porta-voz do coletivo dos advogados.
O porta-voz do coletivo dos Advogados admitiu, a possibilidade de recorrerem a sentença que dita a prisão efetiva das ex-chefias da Corporação do Guarda Nacional.
“Vamos recorrer tempestivamente se Deus quiser, dentro de três dias, o tribunal militar superior terá em mão o nosso recurso”, adiantou Wulqueia Sib Nate.
Para além também dos condenados, o Tribunal Militar Regional absolveu os 31 arguidos militares envolvidos, no caso de 1 de dezembro por falta de provas.
A este fato, o porta-voz do Coletivo dos Advogados, Wulqueia Sib Nate, disse que os absolvidos vão aguardar nas celas até que sentença transite em julgado, ou seja, dentro de oito dias.
“Eles vão ficar nas celas 8 dias atém aguardado que a sentença transite em julgado porque pode ser que a promotoria pretende recorrer dada que a lei dá oito dias”, salientou o Advogado.
Recorde-se que os três oficiais foram detidos na manhã de 1 de dezembro de 2023, na sequência da retirada a força das celas da Polícia Judiciária, do então ministro das Finanças, Suleimane Seidi, e do Secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, ambos acusados da prática de corrupção pelo Ministério Público guineense no caso dos seis bilhões.
Por. Marcelino Iambi
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