“VIOLÊNCIA EM NENHUM MOMENTO PODE FAZER PARTE DA NOSSA SOCIEDADE”, diz a RENAJ

A Rede Nacional das Associações Juvenil da Guiné-Bissau (RENAJ) posiciona-se contra a vandalização da Igreja da paróquia de Gabú, leste país e espera que os guineenses saibam preservar os valores religiosos.

Esta é mais uma reação ao ato considerado de “triste” que aconteceu no dia três do mês de Julho contra a Igreja católica da paróquia de Gabú vandalizada e destruída por pessoas ainda não identificadas.

Diante desta situação, Abulai Djaura, presidente da RENAJ, afirma que a violência em nenhum momento pode fazer parte da sociedade guineense e chama a responsabilidade de todos na preservação dos valores.

O líder juvenil disse ainda que as pessoas não podem ser violentas ao ponto de atingir a própria Igreja porque “a Igreja é a parte do refúgio para qualquer sociedade”.

“Nós enquanto juventude entendemos que a violência em nenhum momento pode fazer parte da nossa sociedade, havendo a violência que afeta sobretudo a parte que nos consideramos de reserva socias que é Igreja, não importa se é Igreja católica muçulmana ou evangélica, mas o importante que nós temos que saber estar e preservar aquilo que é importante”, sustenta.

Completa, hoje, uma semana depois da vandalização na paróquia de Gabu, e na sequência foram abertas investigações para apurar a responsabilidade.

Esta situação já teve a reação das organizações da sociedade civil e da comunidade islâmica na Guiné-Bissau.

PARTIDO DA CONVERGÊNCIA EXIGE INVESTIGAÇÃO SÉRIA

No entanto, hoje, em nota à imprensa, o Partido a Convergência Nacional para a Liberdade e o desenvolvimento alerta que o caso alerta para potencial risco de se poder vis a pôr em causa a secular convivência e coabitação pacífica e harmoniosa de povos que compõem a Guiné-Bissau.

Na mesma nota, o partido manifesta-se estranha em relação às declarações do Presidente da República sobre este fato. O partido considera ainda as declarações de Umaro Sissoco Embaló de “tao desprezíveis”, que traduzem uma representação visual do que é sagrado para uma franja da sociedade.

“Sem se ter indignado, sequer, a condenar a conduta que, quer se queira, quer não, e independente do móbil que esteve por trás do vândalo, poe em causa os princípios da liberdade e as crenças religiosas, assim como ultrajante crime de dano contra o património”, diz a mesma nota.

A formação partidária quer uma investigação séria e profunda para que os autores sejam traduzidos à justiça.

Recorda-se que, há precisamente uma semana, a Paróquia Santa Isabel de Gabu, diocese de Bafatá, foi encontrada totalmente vandalizada por um grupo de pessoas ainda desconhecidas, os mentores do ato mandaram o altar à abaixo, partiram uma imagem da Nossa Senhora e levaram outra que depois foi encontrada no quintal do governador de Gabú.

No dia seguinte, o ministro da Administração Territorial esteve na Igreja vandalizada e prometeu que dentro de alguns dias serão conhecidos os resultados preliminares do inquérito do caso.

Até neste momento segundo as informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi, a partir de Gabu, não há nenhum detido ligado ao ataque.

Diante desta situação, o administrador diocesano da diocese de Bissau, padre Luccio Brentegani, exorta os cristãos católicos e guineenses em geral a promoverem uma irmandade baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Diana Vaz

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