Violência domestica: MULHER GUINEENSE ACUSADA DE TRAIÇÃO FOI CHICOTEADA E AMARADA PELO MARIDO
Uma mulher de aproximadamente 35 anos de idade foi espancada e torturada pelo seu marido, na aldeia de Sintcham Mama Samba, sector de Bambadinca, região de Bafatá, zona leste do país. Segundo relatos, a vítima foi acusada de traição pelo seu marido que como retalhação preferiu amará-la dentro de um quatro.
A vítima teve dezenas de chicoteadas e neste momento está a receber tratamento médico enquanto o agressor continua em fuga, e segundo relatos este caso é do conhecimento da própria comunidade que por sua vez decidiu ficar calada.
Este é mais um caso insólito contra os direitos das mulheres guineenses que a maioria continua a sofrer calado em sem a mínima proteção social ou das autoridades governativas.
Desta vez, o caso foi denunciado por Sandji Seide, membro da organização dos defensores dos direitos humanos no setor de Bambadinca. Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o ativista social informou que a vítima está a ser maltratada pelo seu marido de 44 anos de idade, com quem tem 4 filhos.
Sandji explicou que depois do marido ter desconfiado que estava a ser traído colocou a esposa num quatro, e de seguida deu dezenas de chicotadas que atingiu a vítima tanto nas costas assim como nas zonas de barriga e do seio.
“Ele torturou a esposa como se tivéssemos ainda na época da escravatura. A mulher está num estado de saúde muito grave e neste momento está sob cuidados da família que também está a custear o tratamento médico.
Sandji apela que a justiça seja célere para pôr fim às diversas violências contra as mulheres guineenses, porque “cada vez que um caso do género acontece as autoridades não tomam um engajamento sério e por isso estão a ser repetidos casos de violência contra as mulheres”.
“Foram vários casos levados às instâncias judiciais mas que até agora não tiveram respostas. E, lamentamos bastante esta situação que aconteceu nesta semana, mas foram diversas situações aqui em Bambadinca que nos obrigou a chamar a RENLUV e o comité mas nada fazem sendo organizações que defendem os direitos dos Homens”, lamenta.
A RSM sabe ainda que a vítima estava a ser vítimas de violência há vários dias e alguns membros da mesma comunidade sabiam do que estavam a acontecer mas não reagiram e nem denunciaram a mesma situação.
Segundo a imagem na posse da RSM, a vítima estava sem quase sem roupa, com vários ferimentos mas alguns parecem ser recentes e ela estava mesmo a ensanguentar.
Ainda sobre a mesma situação, tentamos falar tanto com as autoridades policiais assim como com as famílias mas não conseguimos. Sabemos que o agressor pôs-se em fuga quando soube que o caso foi denunciado.
Por: Iaia Quadé
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